
Atualizado em 12/07/2026
A Serra da Canastra, no sudoeste de Minas Gerais, guarda a nascente histórica do Rio São Francisco e a imponente cachoeira Casca d Anta, com quase 200 metros de queda. São cenários feitos para o drone, mas boa parte deles está dentro de um parque nacional, e isso muda tudo sobre onde você pode decolar.
Resposta direta antes do detalhamento: voar drone na Serra da Canastra depende de onde. Dentro do Parque Nacional da Serra da Canastra, uma unidade de conservação federal gerida pelo ICMBio, o voo exige autorização prévia do órgão, com justificativa e descrição da operação. No entorno do parque, nas cidades e propriedades da região, valem as regras gerais: SARPAS, SISANT, RBAC 100 e ANATEL. Desde 1 de julho de 2026, o SARPAS vale até para drones abaixo de 250 g.
As regras que valem em qualquer lugar do Brasil
Para voar drone legalmente em 2026, são quatro camadas: cadastro no SISANT da ANAC, autorização SARPAS do DECEA, os limites do RBAC 100 (até 120 m de altura, em linha de visada e a no mínimo 30 m de pessoas) e a homologação da ANATEL. A grande mudança do ano é que, desde 1 de julho de 2026, o SARPAS passou a ser obrigatório para todo voo a céu aberto, inclusive para drones abaixo de 250 g.
O que muda por causa do Parque Nacional
O Parque Nacional da Serra da Canastra é uma unidade de conservação federal, administrada pelo ICMBio, criada para proteger as nascentes do Rio São Francisco e do Rio Araguari. Em parques nacionais, a regra geral é pedir autorização prévia ao ICMBio para operar drone, com justificativa e descrição da operação. Sem esse aval, o voo lá dentro não é permitido.
Isso vale para os grandes atrativos que ficam dentro dos limites do parque, como a parte alta da Casca d Anta, a nascente histórica do São Francisco e os mirantes internos. Voar ali sem a autorização do ICMBio, além de infração de espaço aéreo, é infração ambiental em unidade de conservação.
A boa notícia é que muita paisagem da região fica no entorno, fora dos limites do parque: estradas, cachoeiras menores, campos e a parte baixa da Casca d Anta, acessada por outro município. Nesses pontos, o voo segue as regras gerais, sem a autorização ambiental especial, mas sempre com SARPAS.

Onde pode e onde não pode em Serra da Canastra
A regra prática em Serra da Canastra é simples: com SARPAS aprovado, mantenha altura, fique longe das pessoas e respeite as áreas protegidas. O mapa abaixo resume as três situações que você vai encontrar.
Os melhores pontos para voar na região
Na prática de aerocinematografia, os melhores pontos combinam boa luz, pouca gente no quadro e áreas fora das zonas mais restritas. Estes são os que mais rendem em Serra da Canastra, sempre com a autorização em dia:
- Parte baixa da Casca d Anta (Sacramento): acessada por fora, permite ver a queda de quase 200 metros de um ângulo liberado, no entorno do parque.
- Estradas e campos do entorno: a paisagem de cerrado de altitude, com curvas e campos, rende belas imagens fora dos limites da unidade.
- Cachoeiras menores da região: várias quedas ficam em propriedades e no entorno, ótimas para voo com a autorização do dono da área.
- Dentro do parque (com autorização ICMBio): a nascente do São Francisco e a parte alta da Casca d Anta são únicas, mas só com o aval prévio do órgão.

Checklist antes de decolar
Antes de cada voo em Serra da Canastra, rode esta lista rápida. Ela cobre as quatro camadas de regra e o cuidado específico do destino, e leva menos de um minuto.
- Drone cadastrado no SISANT (ANAC)
- SARPAS aprovado para o dia e local
- O ponto está dentro ou fora do Parque Nacional?
- Se dentro, autorização prévia do ICMBio
- Bateria, vento e rota conferidos
Perguntas frequentes
Pode voar drone na Serra da Canastra?
Depende de onde. Dentro do Parque Nacional da Serra da Canastra, o voo exige autorização prévia do ICMBio. No entorno, nas cidades e propriedades da região, valem as regras gerais, com SARPAS e cadastro SISANT.
Precisa de autorização para voar drone no Parque Nacional da Serra da Canastra?
Sim. Em parques nacionais, a regra geral é pedir autorização prévia ao ICMBio, com justificativa e descrição da operação. Sem esse aval, o voo dentro do parque não é permitido, além do SARPAS do DECEA.
Pode voar drone na Casca d Anta?
A parte baixa da Casca d Anta, acessada pelo município de Sacramento, fica no entorno e permite o voo com SARPAS. Já a parte alta está dentro do parque e exige autorização prévia do ICMBio.
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Pode voar drone na nascente do São Francisco?
A nascente histórica fica dentro do Parque Nacional da Serra da Canastra, então o voo ali exige autorização prévia do ICMBio, além do SARPAS. Sem o aval do órgão, o voo não é permitido.
Como conseguir autorização do ICMBio para voar drone?
O caminho é contatar a administração do Parque Nacional da Serra da Canastra e apresentar um pedido com justificativa e descrição da operação. O prazo e as condições dependem da análise do órgão.
Voar drone no entorno da Serra da Canastra precisa de SARPAS?
Sim. Mesmo fora dos limites do parque, todo voo a céu aberto exige autorização SARPAS do DECEA desde 1 de julho de 2026, inclusive para drones abaixo de 250 g.
O que acontece se eu voar dentro do parque sem autorização?
Voar dentro de uma unidade de conservação sem autorização soma duas infrações: a de espaço aéreo, por falta de SARPAS ou por descumprir a regra, e a ambiental, por operar na unidade sem o aval do ICMBio..
Qual a melhor época para voar drone na Serra da Canastra?
A estação seca, entre maio e setembro, costuma ter céu limpo e melhor visibilidade, ideal para imagens dos campos e das quedas. Confira sempre o vento, comum na serra de altitude.
Vale a pena planejar antes
A Serra da Canastra recompensa quem entende a divisão: no entorno, com SARPAS, o voo é simples e já rende a grandiosidade da serra e da parte baixa da Casca d Anta; dentro do parque, os cenários únicos exigem a autorização prévia do ICMBio. Planejar isso é a diferença entre uma imagem histórica e uma autuação. Se você quer entender de vez o espaço aéreo, o guia completo da ICA 100-40 reúne o que mudou em 2026. E para treinar para a avaliação teórica da ANAC, vale o simulado de drone.
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Fontes oficiais consultadas
- ICMBio, Parque Nacional da Serra da Canastra (unidade de conservação federal).
- DECEA, ICA 100-40 (SARPAS obrigatório para todo voo desde 1 de julho de 2026).
- ANAC, RBAC 100 (cadastro SISANT, 120 m de altura, 30 m de pessoas).
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