
Atualizado em 26/07/2026
Resposta rápida: depende de onde. Dentro do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, o voo recreativo de drone é proibido — unidades de conservação federais administradas pelo ICMBio não permitem drone por diversão, e o uso não recreativo (profissional, pesquisa) exige autorização específica do ICMBio (Instrução Normativa ICMBio 12/2025). Já fora dos limites do parque — no cerrado da região, em Alto Paraíso, São Jorge e nas cachoeiras e fazendas privadas — você pode voar, desde que tenha autorização no SARPAS e a permissão do proprietário do local. Ou seja: as paisagens da Chapada rendem imagens incríveis de drone, mas o segredo é saber a linha entre o parque (não) e o entorno (sim).
A Chapada dos Veadeiros é um sonho para fotografia aérea — e também um dos lugares onde mais se voa de forma irregular, por desconhecimento. Muita gente decola dentro do parque achando que “é natureza, pode”, e está cometendo uma infração ambiental. Este guia mostra exatamente onde você pode tirar imagens lindas dentro da lei.
💬 Da experiênciaA confusão é sempre a mesma: “é só natureza, posso voar”. Dentro de um parque nacional, não pode — e o fiscal do ICMBio não perdoa. A boa notícia é que o entorno da Chapada é cheio de cachoeiras privadas e mirantes de cerrado onde você voa lindamente, com a autorização certa.
Pode voar drone na Chapada dos Veadeiros?
Atualização da norma
A regra de imagem em unidade federal mudou: agora é a IN 12/2025
A Instrução Normativa nº 12/2025/Gabin/ICMBio, de 11 de março de 2025 (DOU de 21/03/2025), revogou expressamente a antiga IN nº 19/2011 no seu art. 23. E ela mudou o critério: não decide mais pelo caráter recreativo ou profissional do voo, e sim por onde e quando você capta a imagem.
- Dispensado de autorização (art. 4º): captar imagem em unidade aberta à visitação, em horário e local abertos ao público, sem alterar a rotina da visitação e respeitando as normas da unidade.
- Exige Autorização Especial (art. 5º): tudo que ficar fora disso. O pedido é gratuito e sai pelo gov.br, com antecedência mínima de dez dias úteis (art. 8º). Se pedirem complementação, corre um novo prazo de cinco dias úteis.
- O drone é declarado no formulário (art. 6º, VII): existe um campo próprio para informar se haverá uso de drone na captação.
- Uso comercial é outro pedido (art. 7º): a autorização de captação não vale como Autorização para Uso Comercial de Imagem. Já o uso de imagem para fins recreativos, educacionais, científicos, culturais e jornalísticos é dispensado e gratuito.
Atenção: isso trata da imagem, não do voo. O drone continua sujeito às regras específicas da unidade de conservação, ao cadastro no SISANT e à autorização de espaço aéreo no SARPAS.
A resposta muda conforme o pedaço de chão:
É o mesmo princípio de qualquer unidade de conservação federal — entenda a lógica das áreas protegidas em voar drone em cachoeira, trilha e parque natural.
Onde dá para captar imagens incríveis (fora do parque)
A boa notícia: a maior parte da experiência da Chapada acontece no entorno, fora dos limites do PARNA — e é tudo cenário de cinema:

Mesmo fora do parque, há uma regra de ouro: em cachoeira ou fazenda privada, peça a autorização do proprietário antes de voar. E lembre que tudo isso ainda exige o SARPAS.
Quer voar dentro do parque? O caminho é o ICMBio
Se você é profissional e precisa captar imagens dentro da unidade de conservação (documentário, pesquisa, projeto), o voo recreativo continua vedado, mas existe a via formal: a autorização do ICMBio, baseada na Instrução Normativa ICMBio 12/2025. O processo costuma envolver:
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Melhor época e cuidados
A estação seca (maio a setembro) oferece céu limpo e cachoeiras ainda com água — ótimo para imagem. No auge da seca há risco de queimadas e fumaça; evite. Como em todo cerrado, o vento e o calor variam muito ao longo do dia: prefira o início da manhã e o fim da tarde, melhores para luz e estabilidade. E, acima de tudo, respeite a fauna — não voe baixo sobre animais nem perto de ninhos.
Checklist antes de ir
Para não transformar a viagem dos sonhos em multa: confirme se o ponto está dentro ou fora do parque, tenha o SISANT e o SARPAS em dia, e leve a permissão do proprietário para cachoeiras privadas. Veja o panorama de todas as áreas vedadas em onde é proibido voar drone no Brasil e planeje o roteiro com o guia dos melhores destinos.
Perguntas frequentes
Pode voar drone na Chapada dos Veadeiros?
Fora do Parque Nacional, sim — no cerrado, mirantes e cachoeiras privadas da região, com autorização do SARPAS e permissão do proprietário. Dentro do Parque Nacional, o voo recreativo é proibido (gestão do ICMBio), e o uso profissional exige autorização específica do órgão.
Por que não pode voar drone dentro do parque nacional?
Porque unidades de conservação federais administradas pelo ICMBio não permitem drone por diversão, para proteger a fauna, o silêncio e a experiência dos visitantes. A captação não recreativa de imagens é regida pela Instrução Normativa ICMBio 12/2025 e exige autorização prévia do ICMBio.
Como conseguir autorização para voar drone no parque?
O uso recreativo continua vedado. Para uso profissional ou de pesquisa, é preciso solicitar autorização ao ICMBio, informando a finalidade, e respeitar as condições do plano de manejo (que pode ter janelas por causa da fauna). Mesmo autorizado, o voo ainda exige o SARPAS do DECEA.
Posso voar nas cachoeiras da Chapada?
Nas cachoeiras dentro do parque, não (sem autorização do ICMBio). Nas cachoeiras e atrativos privados, fora dos limites do parque, sim — desde que você tenha o SARPAS e a permissão do dono do local. Sempre confirme se o atrativo está dentro ou fora da unidade de conservação.
Qual a melhor época para voar drone na Chapada?
A estação seca, de maio a setembro, traz céu limpo e boa luz. Evite o pico da seca por causa do risco de queimadas e fumaça. Prefira o início da manhã e o fim da tarde, quando a luz é melhor e o vento, mais ameno.
Conclusão
A Chapada dos Veadeiros recompensa quem entende a regra de ouro: dentro do Parque Nacional, drone recreativo não voa (e o profissional só com autorização do ICMBio); fora dele, o cerrado, os mirantes e as cachoeiras privadas estão liberados com SARPAS e permissão do dono. Respeitando essa linha — e a fauna —, você sai da Chapada com imagens deslumbrantes e a consciência tranquila.
Fontes e referências
- ICMBio — Instrução Normativa nº 12/2025: critérios e procedimentos para captação e autorização de uso de imagem em unidades de conservação federais (revogou a antiga IN nº 19/2011)
- ICMBio — Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros: regras de visitação e plano de manejo
- DECEA — ICA 100-40 (2026): autorização SARPAS obrigatória para todo voo
- ANAC — cadastro SISANT e distância de pessoas não envolvidas
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