
Atualizado em 20/10/2026
Conhecida como a Terra das Cachoeiras, Presidente Figueiredo fica a cerca de 117 quilômetros de Manaus e concentra dezenas de quedas d’água, grutas e cavernas em plena floresta amazônica. É um dos destinos mais fotogênicos do Norte para quem voa drone, e também um dos que mais exigem leitura de contexto antes de decolar, porque o município reúne uma unidade de conservação estadual e a vizinhança de uma das maiores terras indígenas do país.
Resposta direta antes do detalhamento: voar drone em Presidente Figueiredo é permitido nas cachoeiras e nos atrativos turísticos, com SARPAS aprovado, cadastro no SISANT e respeito às regras do atrativo, que deve ser consultado antes. O ponto de atenção é a geografia: boa parte dos atrativos está dentro da APA Caverna do Maroaga, unidade de conservação estadual gerida pela Sema do Amazonas, e a BR-174 atravessa a Terra Indígena Waimiri-Atroari, onde o trânsito noturno é fechado das 18h às 6h. Para voar perto da terra indígena, consulte a Funai antes: na pesquisa de 19/10/2026 não encontrei norma específica sobre drone em terra indígena.
As regras que valem em qualquer lugar do Brasil
Para voar drone legalmente em 2026, são quatro camadas: cadastro no SISANT da ANAC, autorização SARPAS do DECEA, os limites da ANAC (até 120 m de altura e em linha de visada; acima de 250 g, a no mínimo 30 m horizontais de pessoas não envolvidas, conforme o RBAC 100 e a Resolução ANAC 806) e a homologação da ANATEL. A grande mudança do ano é que, desde 1 de julho de 2026, o SARPAS passou a ser obrigatório para todo voo a céu aberto, inclusive para drones de até 250 g (ICA 100-40, art. 19, § 4º); a única dispensa é o voo recreativo em espaço aéreo condicionado destinado à recreação (art. 55, § 2º). Como o SARPAS só enxerga aeronave sincronizada com o SISANT (art. 53), na prática o drone de até 250 g, que o RBAC 100 (item 100.1(e)) dispensa do cadastro na ANAC, também acaba cadastrado.
As duas camadas de território que mudam tudo aqui
A primeira camada é a APA Caverna do Maroaga, criada em 9 de março de 1990, com cerca de 374.700 hectares no município de Presidente Figueiredo, administrada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas. Ela é uma unidade de uso sustentável, não um parque nacional, então concentra boa parte dos atrativos visitáveis, cada um com as próprias regras de visitação. A segunda camada é a Terra Indígena Waimiri-Atroari, homologada em 1989, com mais de 2,5 milhões de hectares, cortada por cerca de 125 quilômetros da BR-174.
Nos atrativos da APA, a lógica é a mesma de qualquer área protegida de uso sustentável: quem manda no chão é o gestor e o proprietário. Boa parte das atrações fica ao longo da AM-240, a estrada que leva a Balbina, e a visita pode ser condicionada à contratação de guia: pergunte ao atrativo. Antes de tirar o drone da mochila, pergunte ao guia e ao responsável pelo atrativo, porque muita cachoeira fica em propriedade particular ou em área com regra própria de visitação. E nunca voe dentro de gruta ou caverna: além do risco óbvio de perda do equipamento sem GPS, existe fauna cavernícola sensível a ruído e luz.
A camada indígena exige consulta prévia. O trecho da BR-174 que atravessa a Terra Indígena Waimiri-Atroari tem restrição de tráfego noturno, das 18h às 6h, resultado de acordo entre o Governo Federal, a Funai e a Associação Waimiri-Atroari, referendado pela Justiça. Quem pretende voar perto da área deve procurar a Funai antes: na pesquisa de 19/10/2026 não encontrei norma específica sobre drone em terra indígena, e o ingresso no território é regulado pelo órgão.

Onde pode e onde não pode em Presidente Figueiredo
A regra prática em Presidente Figueiredo é simples: com SARPAS aprovado, mantenha altura, fique longe das pessoas e respeite as áreas protegidas. O mapa abaixo resume as três situações que você vai encontrar.
Os melhores pontos para voar com responsabilidade
Na prática de aerocinematografia, os melhores pontos combinam boa luz, pouca gente no quadro e áreas fora das zonas mais restritas. Estes são os que mais rendem em Presidente Figueiredo, sempre com a autorização em dia:
Seu drone passaria numa fiscalização?
Um fiscal conduz a entrevista pelo chat, uma pergunta por vez: peso, cadastro, etiqueta, SARPAS, ANATEL e seguro.
No fim você recebe o laudo com exatamente o que falta para regularizar.
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- Sem cadastro
- Laudo na hora
- Cachoeiras da AM-240, no sentido Balbina: a estrada concentra a maioria dos atrativos, com quedas largas e floresta fechada em volta.
- Cachoeira da Iracema e quedas do entorno: o contraste da água escura com a rocha e o verde rende ótimos planos altos.
- Vista da floresta a partir de clareiras e mirantes: subir em área aberta evita perder o sinal sob a copa e mostra a dimensão da mata.
- Reservatório de Balbina, com autorização: a paisagem de ilhas e água aberta é única, e ali o cuidado é com a distância de estruturas e da usina.

Checklist antes de decolar
Antes de cada voo em Presidente Figueiredo, rode esta lista rápida. Ela cobre as quatro camadas de regra e o cuidado específico do destino, e leva menos de um minuto.
- Drone cadastrado no SISANT (ANAC)
- SARPAS aprovado para o dia e o local
- Autorização do guia e do dono do atrativo
- Consultar a Funai antes de voar perto de terra indígena
- Sinal, bateria e ponto de retorno conferidos
Perguntas frequentes
Pode voar drone em Presidente Figueiredo?
Pode, com SARPAS e cadastro no SISANT. Nas cachoeiras e nos atrativos turísticos, o aval do responsável pelo local é o que decide, e cada um tem as próprias regras de visitação, já que boa parte fica dentro da APA Caverna do Maroaga.
Precisa de autorização para voar na APA Caverna do Maroaga?
A APA é unidade de uso sustentável, gerida pela Sema do Amazonas, e não tem a proibição geral de voo típica de parque nacional. Ainda assim, cada atrativo tem regra própria de visitação, então a confirmação com o guia e com o gestor é o caminho seguro.
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Pode voar drone sobre terra indígena?
Consulte a Funai antes. Na pesquisa de 19/10/2026 não encontrei norma específica sobre drone em terra indígena, e o ingresso no território é regulado pela Funai. No trecho da BR-174 dentro da Terra Indígena Waimiri-Atroari há restrição de tráfego noturno, das 18h às 6h.
Por que a BR-174 fecha à noite?
O trecho que atravessa a Terra Indígena Waimiri-Atroari tem restrição de tráfego das 18h às 6h, resultado de acordo entre o Governo Federal, a Funai e a Associação Waimiri-Atroari, referendado pela Justiça, para reduzir impactos sobre as comunidades indígenas e sobre a fauna que circula na pista. Reportagem de 2020 (Brasil de Fato) cita ônibus, caminhões com carga perecível e ambulâncias como liberados à noite; confirme na Funai.
Pode voar drone dentro de caverna ou gruta?
Não é recomendado e costuma ser vedado pelas regras de visitação. Sem GPS o drone fica instável, o risco de perda é alto e existe fauna cavernícola, como morcegos, muito sensível a ruído e iluminação.
Precisa de guia para visitar os atrativos?
Confirme com cada atrativo. Em muitos casos a visita é feita com guia, o que também ajuda o piloto de drone, porque o guia costuma saber onde o voo é aceito e onde existe restrição do proprietário ou do gestor da área.
Precisa de SARPAS em Presidente Figueiredo?
Precisa. Desde 1 de julho de 2026, todo voo a céu aberto exige autorização SARPAS do DECEA, inclusive para drones de até 250 gramas, somada ao cadastro do equipamento no SISANT da ANAC.
Qual a melhor época para voar drone na região?
Os meses de menor chuva facilitam bastante a operação, entre junho e novembro, embora as cachoeiras fiquem mais cheias no período chuvoso. Na Amazônia, a janela de céu aberto costuma ser o começo da manhã, antes da formação das nuvens de tarde.
Vale a pena planejar antes
Presidente Figueiredo entrega o que promete: cachoeira grande, floresta cerrada e paisagem que poucos destinos brasileiros têm. O piloto que chega com SARPAS aprovado, conversa com o guia antes de decolar e respeita o limite do território indígena leva imagens excelentes e não vira caso de fiscalização. Se você quer entender de vez o espaço aéreo, o guia completo da ICA 100-40 reúne o que mudou em 2026. E para treinar para a avaliação teórica da ANAC, vale o simulado de drone.
Leituras relacionadas para aprofundamento
Veja outro destino de água cristalina em as regras de drone em Bonito, no Mato Grosso do Sul.
Na mesma região Norte, confira as regras de drone em Alter do Chão e Santarém.
Entenda a autorização de espaço aéreo em o guia de como consultar a FRZ de aeroporto.
Veja também os melhores destinos do Brasil para voar drone.
Fontes oficiais consultadas
- Sema Amazonas, APA Caverna do Maroaga (criada em 9 de março de 1990; cerca de 374.700 hectares em Presidente Figueiredo).
- Decreto 97.837, de 16 de junho de 1989 (homologação da demarcação da Área Indígena Waimiri-Atroari) e restrição de tráfego noturno na BR-174, das 18h às 6h (acordo com a Funai, referendado pela Justiça).
- DECEA, ICA 100-40 (SARPAS obrigatório para todo voo desde 1 de julho de 2026).
- ANAC, RBAC 100 e Resolução 806/2026 (altura máxima de 120 m; distância mínima de 30 m de pessoas não envolvidas, para drone acima de 250 g) e SISANT (cadastro).








