
Atualizado em 09/07/2026
A Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá, no Mato Grosso, tem paredões de arenito, cânions profundos e a imponente cachoeira Véu de Noiva, com 86 metros de queda. É um cenário de cerrado feito para o drone, mas os principais atrativos ficam dentro de um parque nacional, e isso muda tudo sobre onde você pode decolar.
Resposta direta antes do detalhamento: voar drone na Chapada dos Guimarães depende de onde. Os principais atrativos, como a cachoeira Véu de Noiva e a Cidade de Pedra, ficam dentro do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, uma unidade de conservação federal gerida pelo ICMBio, onde o uso recreativo de drone é proibido: qualquer voo lá dentro exige autorização prévia do órgão. No entorno, na cidade de Chapada dos Guimarães e nas áreas rurais fora do parque, valem as regras gerais: SARPAS, SISANT, RBAC 100 e ANATEL. Desde 1 de julho de 2026, o SARPAS vale até para drones abaixo de 250 g.
As regras que valem em qualquer lugar do Brasil
Para voar drone legalmente em 2026, são quatro camadas: cadastro no SISANT da ANAC, autorização SARPAS do DECEA, os limites do RBAC 100 (até 120 m de altura, em linha de visada e a no mínimo 30 m de pessoas) e a homologação da ANATEL. A grande mudança do ano é que, desde 1 de julho de 2026, o SARPAS passou a ser obrigatório para todo voo a céu aberto, inclusive para drones abaixo de 250 g.
O que muda por causa do Parque Nacional
O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, criado em 1989 e administrado pelo ICMBio, protege paredões de arenito, cânions de até 350 metros e a cachoeira Véu de Noiva, com 86 metros de queda. O drone está na lista de itens proibidos para o visitante comum: o uso recreativo não é permitido, e qualquer operação dentro do parque exige autorização prévia do ICMBio, com justificativa e descrição.
Na prática, isso vale para os cartões-postais que ficam dentro dos limites do parque, como o Véu de Noiva, a Cidade de Pedra e o mirante do Portão do Inferno. Voar nesses pontos sem a autorização do ICMBio soma infração de espaço aéreo e infração ambiental em unidade de conservação. Há ainda um motivo de fauna: no paredão do Véu de Noiva nidificam araras-vermelhas, e o voo baixo perturba os ninhos.
A boa notícia é que muita paisagem fica no entorno, fora dos limites do parque: a cidade de Chapada dos Guimarães, os mirantes ao longo da estrada e as áreas rurais e pousadas da região. Nesses pontos, o voo segue as regras gerais, com SARPAS aprovado, e ainda entrega a grandiosidade do cerrado e dos paredões ao fundo. Vale lembrar que autorização ambiental e autorização de espaço aéreo são coisas diferentes e somadas.

Onde pode e onde não pode na Chapada dos Guimarães
A regra prática na Chapada dos Guimarães é simples: com SARPAS aprovado, mantenha altura, fique longe das pessoas e respeite as áreas protegidas. O mapa abaixo resume as três situações que você vai encontrar.
Os melhores pontos para voar na região
Na prática de aerocinematografia, os melhores pontos combinam boa luz, pouca gente no quadro e áreas fora das zonas mais restritas. Estes são os que mais rendem na Chapada dos Guimarães, sempre com a autorização em dia:
- Mirantes na estrada de acesso (fora do parque): pontos altos da região capturam os paredões de arenito e o cerrado ao fundo, sem entrar na unidade.
- Cidade de Chapada dos Guimarães: a área urbana e o vale ao redor rendem boas imagens, respeitando pessoas e casas.
- Áreas rurais e pousadas do entorno: a paisagem aberta de cerrado, com curvas e campos, fora dos limites da unidade.
- Dentro do parque (com autorização do ICMBio): o Véu de Noiva e a Cidade de Pedra são únicos, mas só com o aval prévio do órgão.

Checklist antes de decolar
Antes de cada voo na Chapada dos Guimarães, rode esta lista rápida. Ela cobre as quatro camadas de regra e o cuidado específico do destino, e leva menos de um minuto.
- Drone cadastrado no SISANT (ANAC)
- SARPAS aprovado para o dia e local
- O ponto está dentro ou fora do Parque Nacional?
- Se dentro, autorização prévia do ICMBio
- Bateria, vento e rota conferidos
Perguntas frequentes
Pode voar drone na Chapada dos Guimarães?
Depende de onde. Os principais atrativos, como o Véu de Noiva e a Cidade de Pedra, ficam dentro do Parque Nacional, onde o uso recreativo de drone é proibido. No entorno e na cidade, fora dos limites do parque, valem as regras gerais, com SARPAS e cadastro SISANT.
O drone é proibido no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães?
Sim, para uso recreativo. O drone aparece na lista de itens proibidos para o visitante comum, junto de churrasqueiras e animais domésticos. Qualquer voo dentro do parque só é possível com autorização prévia do ICMBio, com justificativa e descrição da operação.
Pode voar drone no Véu de Noiva?
Não por conta própria. A cachoeira Véu de Noiva fica dentro do Parque Nacional, então o voo ali exige autorização prévia do ICMBio. Além da regra, no paredão nidificam araras-vermelhas, e o voo baixo perturba a fauna.
Onde pode voar drone na Chapada dos Guimarães sem autorização especial?
Na cidade de Chapada dos Guimarães e nas áreas rurais e mirantes fora dos limites do parque. Nesses pontos, basta cumprir SARPAS, SISANT e as regras do RBAC 100, sem a autorização ambiental especial.
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Precisa de SARPAS para voar drone na cidade de Chapada dos Guimarães?
Sim. Desde 1 de julho de 2026, todo voo a céu aberto exige autorização SARPAS do DECEA, inclusive para drones abaixo de 250 g. O drone também precisa estar cadastrado no SISANT da ANAC.
Como conseguir autorização do ICMBio para voar drone no parque?
O caminho é contatar a administração do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães e apresentar um pedido com justificativa e descrição da operação. O prazo e as condições dependem da análise do órgão, e o voo ainda precisa do SARPAS.
Pode voar drone na Cidade de Pedra?
A Cidade de Pedra fica dentro do Parque Nacional e o acesso já é controlado, com guia credenciado. O voo de drone ali exige autorização prévia do ICMBio, não sendo permitido o uso recreativo por conta própria.
O que acontece se eu voar dentro do parque sem autorização?
Voar dentro de uma unidade de conservação sem autorização soma duas infrações: a de espaço aéreo, por descumprir a regra ou por falta de SARPAS, e a ambiental, por operar na unidade sem o aval do ICMBio..
Vale a pena planejar antes
A Chapada dos Guimarães recompensa quem entende a divisão: no entorno e na cidade, com SARPAS, o voo já entrega a grandiosidade do cerrado e dos paredões; dentro do parque, os cenários únicos exigem a autorização prévia do ICMBio. Planejar isso é a diferença entre uma imagem incrível e uma autuação. Se você quer entender de vez o espaço aéreo, o guia completo da ICA 100-40 reúne o que mudou em 2026. E para treinar para a avaliação teórica da ANAC, vale o simulado de drone.
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Fontes oficiais consultadas
- ICMBio, Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (unidade de conservação federal criada em 1989; drone entre os itens proibidos ao visitante).
- DECEA, ICA 100-40 (SARPAS obrigatório para todo voo desde 1 de julho de 2026).
- ANAC, RBAC 100 (cadastro SISANT, 120 m de altura, 30 m de pessoas).
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