
Atualizado em 20/10/2026
Gostou do conteúdo? Siga o Irlen Menezes no Google e veja mais dos nossos guias nas buscasEspanha e Itália estão no roteiro clássico do brasileiro na Europa, e a vontade de registrar a Sagrada Família ou o Coliseu de cima é imediata. Só que essas duas capitais turísticas são exatamente os pontos onde a regra aperta mais, e entender isso antes evita frustração no meio da viagem, com o drone parado dentro da mochila.
Resposta direta antes do detalhamento: voar drone na Espanha e na Itália é possível para o turista brasileiro, desde que ele entre no sistema europeu. Segundo a EASA, o operador de fora da UE se registra na autoridade do primeiro país europeu em que pretende voar, e esse registro vale em toda a Europa: quem já se registrou em Portugal, por exemplo, não precisa repetir o processo. O treinamento feito no Brasil não é aceito, então é preciso concluir o treinamento europeu (A1/A3). A diferença está nas travas locais: a AESA, na Espanha, orienta evitar o sobrevoo de concentrações de pessoas e manter 150 m de áreas residenciais, comerciais, industriais e recreativas na subcategoria A3, o que complica o voo em grandes cidades como Madri e Barcelona, e a ENAC, na Itália, registra os operadores no D-Flight.
O que muda quando o drone cruza a fronteira
A primeira coisa a entender é que o cadastro brasileiro não viaja com você: SISANT, SARPAS e homologação da ANATEL valem apenas em território nacional. Fora do Brasil, quem manda é a autoridade de aviação civil do país visitado, e cada uma tem o próprio sistema de registro, os próprios limites e o próprio mapa de zonas proibidas. O transporte do equipamento também tem regra própria, com as baterias na bagagem de mão e dentro do limite de energia da companhia aérea.
Mesma regra europeia, dois sistemas locais diferentes
A base é comum: categoria Aberta, limite de 120 metros de altura, subcategorias A1, A2 e A3 conforme a proximidade de pessoas, registro de operador e prova de competência válidos em todo o espaço europeu. O que muda é a camada nacional. Na Espanha, a autoridade é a AESA e as zonas geográficas oficiais estão no mapa da ENAIRE (drones.enaire.es). Na Itália, a autoridade é a ENAC e o operador se registra no D-Flight, que gera um QR code para o equipamento.
Na Espanha, o ponto sensível é a cidade grande. Pelas regras da AESA para a categoria aberta, o voo evita concentrações de pessoas e, na subcategoria A3, mantém 150 m de áreas residenciais, comerciais, industriais e recreativas; as zonas geográficas oficiais estão no mapa da ENAIRE (drones.enaire.es). Para o turista, a saída prática é voar fora dos grandes centros, no interior, na costa e em áreas rurais.
Na Itália, a ENAC registra os operadores no D-Flight, que gera o QR code do operador para o drone; segundo a ENAC, quem já se registrou em outro país europeu não precisa repetir o registro. Confirme com a ENAC as demais exigências (como seguro) para o seu caso. Centros históricos, sítios arqueológicos e monumentos recebem um fluxo de turistas que torna quase impossível respeitar a distância de pessoas. A regra prática nos dois países é a mesma: quanto mais bonito e mais cheio o lugar, menor a chance de voar legalmente ali.

Onde pode e onde não pode na Espanha e na Itália
A regra prática na Espanha e na Itália é a mesma de qualquer viagem com drone: resolver a papelada antes, conferir o mapa no dia e aceitar que os pontos mais bonitos costumam ser os mais restritos. O mapa abaixo resume as três situações que você vai encontrar.
O que rende imagem por lá
Na prática de quem viaja para produzir imagem, o roteiro precisa ser desenhado em torno da regra, e não o contrário. Estes são os caminhos que fazem sentido na Espanha e na Itália:
- Campo da Toscana, com as colinas e os ciprestes: área rural, pouca gente e um dos cenários mais fotogênicos da Europa.
- Costa Brava e interior da Andaluzia: falésias, vilarejos brancos e estradas sinuosas longe do espaço urbano denso.
- Lagos do norte da Itália, fora do pico: montanha e água combinadas, com atenção às geozonas e ao movimento de turistas.
- Vilarejos medievais no interior dos dois países: a mesma estética dos centros históricos famosos, com muito menos restrição e multidão.

Checklist antes de embarcar
Rode esta lista antes de fechar a mala, e não no aeroporto de destino. Ela cobre a papelada, o equipamento e o que costuma travar o piloto brasileiro na Espanha e na Itália.
- Registro de operador europeu válido
- Certificado A1/A3 em mãos
- Registro no primeiro país de voo (D-Flight, na Itália; sede eletrônica da AESA, na Espanha)
- Exigências de seguro conferidas por país (AESA, ENAC)
- Geozonas conferidas no dia do voo
Perguntas frequentes
Preciso me registrar nos dois países?
Não precisa. O operador de fora da UE se registra no primeiro país europeu em que pretende voar, e o registro é válido em todo o espaço europeu, então quem se registrou em um país pode voar em outro sem repetir o processo, desde que o registro esteja válido.
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Pode voar drone em Barcelona ou em Madri?
Na prática, é improvável para o turista. A AESA orienta, para a categoria aberta, evitar o sobrevoo de concentrações de pessoas e, na subcategoria A3, manter 150 m de áreas residenciais, comerciais, industriais e recreativas. Confira as zonas geográficas no mapa da ENAIRE (drones.enaire.es) antes de qualquer voo.
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Pode voar drone em Roma ou sobre o Coliseu?
Não conte com isso. O fluxo constante de turistas dificulta cumprir as regras da categoria Aberta quanto a pessoas, e as zonas restritas devem ser conferidas antes. Não encontrei regra oficial específica sobre o Coliseu.
O que é o D-Flight?
É a plataforma da ENAC para registro de operadores e consulta do espaço aéreo na Itália. Quem se registra primeiro na Itália faz o registro no D-Flight e recebe o QR code do operador para o drone; quem já tem registro de outro país europeu, segundo a ENAC, não precisa repeti-lo (página “Registrazione degli operatori”, 14/05/2024).
Preciso de seguro para voar na Itália?
Não confirmei em fonte oficial a exigência de seguro na Itália. A AESA, na Espanha, fala em seguro adequado para cada voo. Confirme com a ENAC e leve o comprovante, o certificado de competência e o número de operador.
Meu certificado A1/A3 vale nos dois países?
Vale. A prova de competência da categoria Aberta é reconhecida em todos os Estados do espaço europeu, então serve tanto para a Espanha quanto para a Itália.
Qual a altura máxima permitida?
O limite da categoria Aberta é de 120 metros acima do solo, igual ao teto brasileiro. Operar acima disso exige enquadramento em categoria mais exigente, com autorização da autoridade nacional.
Onde consulto as zonas proibidas?
Cada país publica seu mapa oficial de geozonas, e a Itália concentra essa consulta no próprio D-Flight. A checagem precisa ser feita no dia do voo, porque restrições temporárias entram e saem do mapa com frequência.
Vale a pena planejar antes
Espanha e Itália recompensam quem troca o cartão-postal lotado pelo interior. Com o registro europeu resolvido, o certificado A1/A3 no celular e o bom senso de não insistir no centro histórico, sobra uma quantidade enorme de paisagem para filmar sem risco de multa. Se você quer entender de vez o espaço aéreo brasileiro para quando voltar, o guia completo da ICA 100-40 reúne o que mudou em 2026. E para treinar para a avaliação teórica da ANAC, vale o simulado de drone.
Leituras relacionadas para aprofundamento
Comece pelo registro europeu em o guia de drone em Portugal.
Antes de embarcar, veja as regras de bagagem e bateria para levar drone no avião.
Compare com o sistema brasileiro em o guia das regras para voar drone no Brasil.
Veja também os melhores destinos do Brasil para voar drone.
Fontes oficiais consultadas
- EASA, categoria Aberta (subcategorias A1, A2 e A3, limite de 120 m acima do solo, classes C0 a C4 e registro do operador válido no espaço europeu) e FAQ para visitantes de fora da UE (registro no primeiro país europeu de operação; treinamento do país de residência não é aceito).
- AESA, operações em categoria aberta (A1, A2 e A3: evitar concentrações de pessoas, 150 m de zonas residenciais na A3, altura de 120 m) e ENAIRE Drones (drones.enaire.es), mapa oficial das zonas geográficas.
- ENAC, página “Registrazione degli operatori” (14/05/2024) e sistema D-Flight, da Itália (registro do operador, QR code e consulta de geozonas).








