
Atualizado em 17/06/2026
Resposta direta: voar com um drone acima de 250 g sem o cadastro no SISANT é infração e expõe o operador a três consequências somadas: multa, apreensão do equipamento e responsabilização civil por qualquer dano. As multas são aplicadas com base na Lei nº 7.565/86 (Código Brasileiro de Aeronáutica) e nas regras da ANAC (RBAC-E 94), variando conforme a gravidade: vão de alguns milhares de reais em infrações simples até passar de R$ 30 mil, e violações de espaço aéreo podem chegar a R$ 50 mil. O contraste é o que torna a irregularidade um péssimo negócio: o cadastro no SISANT é gratuito, online e leva menos de 15 minutos.
“Qual a multa por não cadastrar drone?” é uma das perguntas que mais aparece depois que a pessoa compra o equipamento e descobre que existe um registro obrigatório. A confusão costuma ser entre o que é barato resolver (o cadastro) e o que é caro ignorar (a multa). Este guia separa os dois e mostra como regularizar antes de o problema acontecer.
Como piloto de drone registrado no SISANT e operador profissional no Rio de Janeiro, vejo com frequência gente que voa há meses sem cadastro achando que “drone pequeno não precisa”, e é justamente esse perfil que costuma ser autuado quando aparece uma fiscalização ou uma denúncia.
Afinal, qual a multa por não cadastrar o drone?
Não existe um valor único: a multa por operar drone sem cadastro no SISANT é definida pela tabela de infrações da ANAC, ancorada na Lei nº 7.565/86, e varia conforme a gravidade da operação. As fontes do setor citam desde alguns milhares de reais em infrações administrativas simples até valores que superam R$ 30 mil, com infrações de espaço aéreo chegando a R$ 50 mil. Além do valor em si, a autuação quase nunca vem sozinha: costuma vir acompanhada de apreensão do drone e abre caminho para responsabilização civil.

Quem é obrigado a cadastrar o drone no SISANT?
Todo drone com peso máximo de decolagem acima de 250 g precisa de cadastro no SISANT da ANAC, seja uso recreativo ou profissional. O registro é vinculado ao CPF (uso recreativo) ou ao CPF/CNPJ do operador (uso profissional) e tem validade, exigindo renovação periódica. Drones abaixo de 250 g, como vários modelos da linha DJI Mini, eram dispensados do cadastro, mas a regulamentação de 2026 aperta as exigências também para o sub-250g, então vale checar o enquadramento antes de voar.
Por que o cadastro é a parte barata da história
O cadastro no SISANT é gratuito, feito totalmente online no portal da ANAC e leva menos de 15 minutos na maioria dos casos. É a diferença mais desproporcional da regulamentação: de um lado, um formulário rápido e sem custo; do outro, uma multa que pode passar de R$ 30 mil somada à perda do equipamento. Regularizar é uma medida preventiva de baixíssimo esforço, e o número de registro também serve como prova de boa-fé caso você precise se defender de uma denúncia.
“O cadastro no SISANT é a base de qualquer operação legal com drone no Brasil. Sem ele, qualquer voo abre brecha para multa, apreensão e responsabilização civil.” — Síntese das regras de cadastro de drone (ANAC, SISANT, RBAC-E 94)

Como regularizar antes de levar multa
Para regularizar, basta acessar o SISANT no portal da ANAC, cadastrar o drone com os dados do equipamento e do responsável, e fixar o número de registro no drone. O processo é online e gratuito, e o número gerado deve acompanhar o equipamento. Depois do cadastro, lembre que ele não substitui a autorização de voo: para a maioria das áreas você ainda precisa pedir liberação de espaço aéreo pelo SARPAS, do DECEA. Cadastro e autorização são etapas independentes.
Multa, apreensão e a denúncia de vizinho
Boa parte das autuações por drone irregular começa com uma denúncia, não com uma blitz. Um vizinho incomodado, um registro em rede social ou um incidente são gatilhos comuns para a fiscalização chegar. Sem o cadastro no SISANT, o operador perde a primeira linha de defesa, porque não consegue nem demonstrar que o equipamento está regularizado. Por isso, o cadastro funciona como prevenção dupla: evita a infração específica de falta de registro e dá base para responder a qualquer questionamento.
Perguntas frequentes
Qual o valor da multa por não cadastrar drone?
Não há um valor fixo: depende da gravidade da infração, segundo a tabela da ANAC ancorada na Lei nº 7.565/86. As fontes do setor citam de alguns milhares de reais até mais de R$ 30 mil, e infrações de espaço aéreo podem chegar a R$ 50 mil. A apreensão do drone costuma acompanhar a multa.
Drone de menos de 250 g precisa de cadastro?
O sub-250g era dispensado do cadastro, mas as exigências aumentaram em 2026. Antes de voar, confirme o enquadramento do seu modelo, porque a regulamentação passou a pedir mais do operador de drones leves. Acima de 250 g, o cadastro é obrigatório sem exceção.
O cadastro no SISANT é pago?
Não, o cadastro no SISANT é totalmente gratuito. Ele é feito online no portal da ANAC e leva menos de 15 minutos na maioria dos casos. O contraste com a multa é justamente o que torna a irregularidade um mau negócio.
Posso ser multado mesmo voando só no meu quintal?
Sim. A obrigação de cadastrar o drone acima de 250 g independe de onde você voa, e a falta de registro é infração por si só. Voar em área residencial ainda envolve regras de privacidade e de distância de pessoas, então o quintal não é zona livre.
O que acontece se a ANAC apreender meu drone?
O equipamento fica retido e a recuperação exige regularizar a situação, o que dá trabalho e custa tempo e dinheiro. A apreensão costuma vir junto da multa. Manter o cadastro em dia é a forma mais simples de evitar todo esse processo.
Cadastro SISANT é a mesma coisa que autorização de voo?
Não. O cadastro no SISANT registra o drone na ANAC, enquanto a autorização de voo (SARPAS, do DECEA) libera o uso do espaço aéreo. São etapas independentes, e ter uma não dispensa a outra.
Tem multa por voar sem autorização, mesmo com o drone cadastrado?
Sim. Cadastro e autorização são exigências distintas. Voar em área que pede liberação sem solicitar o SARPAS é infração de espaço aéreo, que está entre as de maior valor, podendo chegar a R$ 50 mil.
O número de registro precisa ficar no drone?
Sim, o número do cadastro deve identificar o equipamento. Ele funciona como a “placa” do drone e serve de prova de regularidade em uma fiscalização. Fixar o selo é parte de estar em conformidade, não um detalhe opcional.
Voei por anos sem cadastro. Posso regularizar agora?
Pode e deve. O cadastro pode ser feito a qualquer momento no portal da ANAC, e regularizar reduz sua exposição a partir dali. Quanto antes, melhor, porque a infração de falta de registro existe enquanto você opera sem ele.
O cadastro vence?
Sim, o registro no SISANT tem validade e precisa de renovação periódica. Para drones de uso profissional e agrícola, a renovação costuma ser a cada dois anos. Operar com cadastro vencido equivale, na prática, a estar irregular.
Conclusão: o cadastro é grátis, a multa não
A multa por não cadastrar drone não tem valor único, mas a lógica é simples: a irregularidade pode custar de milhares de reais a mais de R$ 30 mil, somar apreensão do equipamento e abrir flanco para responsabilização civil, enquanto o cadastro no SISANT é gratuito e rápido. Não há cálculo que justifique voar sem registro. Cadastre o drone, fixe o número e, antes de cada voo, verifique se a área exige autorização de espaço aéreo.
Para fazer o registro do zero, siga o cadastro SISANT passo a passo e gere o selo de identificação do drone. Entenda o quadro completo de penalidades no hub da ICA 100-40, onde reunimos cadastro, autorização e fiscalização em um só lugar no hub da ICA 100-40.
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