
Atualizado em 20/10/2026
Pirenópolis, a pouco mais de duas horas de Brasília e de Goiânia, junta duas coisas que o drone adora: um centro histórico de pedra do século 18 e dezenas de cachoeiras nos arredores. O detalhe que quase ninguém conta é que, segundo reportagens de turismo, a maior parte dessas quedas d’água não é área pública, e é essa diferença que define se o seu voo ali é tranquilo ou vira discussão na portaria.
Resposta direta antes do detalhamento: voar drone em Pirenópolis é permitido, com SARPAS aprovado e cadastro no SISANT, mas a autorização de espaço aéreo não resolve tudo. A maioria das cachoeiras da região fica dentro de propriedades privadas e reservas particulares que cobram ingresso e definem as próprias regras, então o aval do proprietário é o que libera a decolagem. O centro histórico é tombado pelo IPHAN, o que não impede o voo amador, mas pede cuidado com as festas lotadas, como a Festa do Divino e as Cavalhadas. E o Parque Estadual dos Pireneus tem gestão estadual, com acesso gratuito pela portaria, segundo o portal do Governo de Goiás.
As regras que valem em qualquer lugar do Brasil
Para voar drone legalmente em 2026, são quatro camadas: cadastro no SISANT da ANAC, autorização SARPAS do DECEA, os limites da ANAC (até 120 m de altura e em linha de visada; acima de 250 g, a no mínimo 30 m horizontais de pessoas não envolvidas, conforme o RBAC 100 e a Resolução ANAC 806) e a homologação da ANATEL. A grande mudança do ano é que, desde 1 de julho de 2026, o SARPAS passou a ser obrigatório para todo voo a céu aberto, inclusive para drones de até 250 g (ICA 100-40, art. 19, § 4º); a única dispensa é o voo recreativo em espaço aéreo condicionado destinado à recreação (art. 55, § 2º). Como o SARPAS só enxerga aeronave sincronizada com o SISANT (art. 53), na prática o drone de até 250 g, que o RBAC 100 (item 100.1(e)) dispensa do cadastro na ANAC, também acaba cadastrado.
A regra do chão e a regra do céu não são a mesma coisa
Este é o ponto que mais confunde piloto em Pirenópolis: o SARPAS autoriza o uso do espaço aéreo, e só isso. Ele não dá direito de entrar, decolar ou pousar dentro de uma propriedade particular. Como a região tem dezenas de cachoeiras, e a maioria fica em fazendas e reservas particulares que cobram ingresso, a pergunta certa a fazer na portaria é se o local permite drone, e não se o voo é legal.
Na prática, cada atrativo tem uma política. Alguns liberam o drone sem restrição fora do horário de pico, outros só permitem em dias de baixo movimento, e há os que proíbem totalmente por causa do incômodo aos visitantes que foram atrás de silêncio. A Cachoeira do Abade, uma das mais conhecidas, com cerca de 22 metros de queda e a 17 quilômetros do centro, fica em reserva particular com ingresso cobrado, e esse é o padrão da região. Perguntar antes evita o constrangimento de ser abordado no meio do voo.
No centro histórico, a lógica muda. O conjunto arquitetônico e urbanístico é tombado pelo IPHAN, e na pesquisa de 19/10/2026 não encontrei norma do órgão específica sobre drone. O que pega é a aglomeração: Pirenópolis vive cheia nos fins de semana, e a Festa do Divino, celebrada desde 1819 e registrada pelo IPHAN como patrimônio cultural imaterial em 2010, leva multidão às ruas nas Cavalhadas. Nessas datas a conta da distância de pessoas não fecha: acima de 250 g, a ANAC exige no mínimo 30 m horizontais de pessoas não envolvidas e não anuentes (RBAC 100, item 100.3(a)(2)); até 250 g, a Resolução 806 proíbe operar de forma descuidada ou negligente, colocando em risco vidas de terceiros (art. 13), então o drone fica guardado e a imagem boa vem no início da manhã, com as ruas de pedra vazias.

Onde pode e onde não pode em Pirenópolis
A regra prática em Pirenópolis é simples: com SARPAS aprovado, mantenha altura, fique longe das pessoas e respeite as áreas protegidas. O mapa abaixo resume as três situações que você vai encontrar.
Os melhores pontos para voar com responsabilidade
Na prática de aerocinematografia, os melhores pontos combinam boa luz, pouca gente no quadro e áreas fora das zonas mais restritas. Estes são os que mais rendem em Pirenópolis, sempre com a autorização em dia:
Seu drone passaria numa fiscalização?
Um fiscal conduz a entrevista pelo chat, uma pergunta por vez: peso, cadastro, etiqueta, SARPAS, ANATEL e seguro.
No fim você recebe o laudo com exatamente o que falta para regularizar.
Fazer a vistoria simulada- Grátis
- Sem cadastro
- Laudo na hora
- Cachoeiras com autorização do proprietário: a queda vista de cima, com o paredão e o poço, é o plano mais forte da região.
- Serra dos Pireneus e o Pico dos Pireneus: o ponto alto da região, com 1.385 metros, entrega a vista do cerrado até o horizonte.
- Centro histórico no início da manhã: as ruas de pedra e a igreja matriz, com a cidade ainda vazia e a luz baixa.
- Estradas de terra e mirantes do entorno: a paisagem de cerrado entre as fazendas, longe de gente e de aglomeração.

Checklist antes de decolar
Antes de cada voo em Pirenópolis, rode esta lista rápida. Ela cobre as quatro camadas de regra e o cuidado específico do destino, e leva menos de um minuto.
- Drone cadastrado no SISANT (ANAC)
- SARPAS aprovado para o dia e o local
- Autorização do dono da cachoeira ou fazenda
- Evitar festas, Cavalhadas e ruas cheias
- Bateria, vento e rota de retorno conferidos
Perguntas frequentes
Pode voar drone em Pirenópolis?
Pode, com SARPAS aprovado e cadastro no SISANT. O cuidado principal é que a maioria das cachoeiras fica em propriedade privada, com regra própria sobre drone, então a autorização do proprietário é tão importante quanto a do espaço aéreo.
Pode voar drone nas cachoeiras de Pirenópolis?
Depende do atrativo. Cada fazenda ou reserva particular define a própria política, e há locais que liberam, outros que restringem a horários de pouco movimento e alguns que proíbem. Pergunte na portaria antes de montar o equipamento.
Teste seus conhecimentos de drone
Simulado gratuito com 180 questões em 9 áreas — legislação, espaço aéreo, segurança, DJI e mais — com gabarito comentado e ranking nacional.
Comece pela Avaliação Teórica de Piloto de Drone da ANAC, no estilo do exame oficial, ou escolha a área que quiser.
Acessar o Simulado de Drone- 100% grátis
- Gabarito comentado
- Ranking nacional
O SARPAS autoriza entrar em propriedade privada?
Não. O SARPAS é a autorização de uso do espaço aéreo emitida pelo DECEA e não dá direito de acesso ao terreno. Decolar e pousar dentro de uma área particular depende da permissão de quem administra o local.
O tombamento do IPHAN proíbe drone em Pirenópolis?
Não encontrei norma do IPHAN específica sobre drone. O conjunto histórico é tombado pelo IPHAN. Para o drone, valem as regras da ANAC e do DECEA, com a distância de pessoas como cuidado principal, e para produção comercial vale consultar a prefeitura e o IPHAN antes.
Pode voar drone na Festa do Divino e nas Cavalhadas?
Não sobre a multidão. Essas festas lotam o centro da cidade, e a distância de pessoas exigida pela ANAC não se cumpre (acima de 250 g, no mínimo 30 m horizontais; até 250 g, a Resolução 806 veda operar de forma descuidada ou negligente), com risco sério de acidente em caso de queda. Nessas datas, o voo fica para áreas afastadas e vazias.
Precisa de autorização no Parque Estadual dos Pireneus?
O parque tem gestão estadual, abre todos os dias das 8h às 17h e o acesso é gratuito pela portaria. A página do Governo de Goiás não menciona drones, então a regra de uso de drone deve ser confirmada com a administração antes do voo.
Precisa de SARPAS em Pirenópolis?
Precisa. Desde 1 de julho de 2026, todo voo a céu aberto exige a autorização SARPAS do DECEA, inclusive para drones de até 250 gramas, além do cadastro do equipamento no SISANT da ANAC.
Qual a melhor hora para voar em Pirenópolis?
O início da manhã resolve dois problemas de uma vez: a luz fica melhor sobre o cerrado e as ruas do centro histórico ainda estão vazias, o que facilita respeitar a distância das pessoas.
Vale a pena planejar antes
Pirenópolis é generosa com quem planeja: cachoeira grande, serra alta e um centro histórico de pedra que rende plano aéreo o ano inteiro. O segredo local é lembrar que o SARPAS cuida do céu e o proprietário cuida do chão, e que os dois precisam dizer sim antes da hélice girar. Se você quer entender de vez o espaço aéreo, o guia completo da ICA 100-40 reúne o que mudou em 2026. E para treinar para a avaliação teórica da ANAC, vale o simulado de drone.
Leituras relacionadas para aprofundamento
Veja as regras de espaço público e de distância de pessoas em o guia de drone em parques e praças.
Em outra cidade histórica, confira as regras de drone em Ouro Preto e Tiradentes.
Ainda em Goiás, veja as regras de drone na Chapada dos Veadeiros.
Veja também os melhores destinos do Brasil para voar drone.
Fontes oficiais consultadas
- IPHAN, tombamento do conjunto arquitetônico, urbanístico, paisagístico e histórico de Pirenópolis.
- Governo de Goiás, Parque Estadual dos Pireneus (Pirenópolis, Cocalzinho de Goiás e Corumbá de Goiás; funcionamento diário das 8h às 17h, acesso gratuito).
- DECEA, ICA 100-40 (SARPAS obrigatório para todo voo desde 1 de julho de 2026).
- ANAC, RBAC 100 e Resolução 806/2026 (altura máxima de 120 m; distância mínima de 30 m de pessoas não envolvidas, para drone acima de 250 g) e SISANT (cadastro).








