
Atualizado em 20/10/2026
Morro de São Paulo, na ilha de Tinharé, no sul da Bahia, é um dos destinos mais fotogênicos do Nordeste: praias numeradas de 1 a 5, água morna e cristalina, e uma vila sem carros, onde se chega de barco ou de avião de pequeno porte. É um prato cheio para o drone, mas a ilha inteira está dentro de uma área de proteção ambiental, e as regras de espaço aéreo mudaram em 2026.
Resposta direta antes do detalhamento: voar drone em Morro de São Paulo é permitido, com responsabilidade. A ilha de Tinharé, no município de Cairu, faz parte da APA das Ilhas de Tinharé e Boipeba, uma unidade de conservação estadual da Bahia, de uso sustentável, que protege praias, restingas, recifes e manguezais. Não localizei norma da APA que trate de drone, mas voo baixo sobre banhistas, recifes e fauna deve ser evitado. Como a ilha não tem carros, decolar é fácil, mas atenção ao aeródromo local e à movimentação de aviões pequenos. Desde 1 de julho de 2026, o SARPAS vale também para drones de até 250 g.
As regras que valem em qualquer lugar do Brasil
Para voar drone legalmente em 2026, são quatro camadas: cadastro no SISANT da ANAC, autorização SARPAS do DECEA, as regras de operação da ANAC e a homologação da Anatel. Pelo RBAC 100 (em vigor desde 16/06/2026), drones acima de 250 g voam até 120 m de altura, em linha de visada e a no mínimo 30 m horizontais de pessoas não envolvidas; drones de até 250 g seguem a Resolução ANAC 806/2026, que também limita a altura a 120 m e veda operar de forma descuidada ou negligente. A grande mudança do ano é que, desde 1 de julho de 2026, a ICA 100-40 exige autorização SARPAS para o voo a céu aberto, inclusive de drones de até 250 g (a única dispensa é a operação recreativa em espaço aéreo condicionado destinado à recreação), e o SARPAS só reconhece a aeronave sincronizada com o SISANT.
O que muda por causa da APA e do aeródromo
A APA das Ilhas de Tinharé e Boipeba é uma unidade de conservação estadual, gerida pela Bahia (Decreto estadual 1.240/1992), que protege restingas, recifes de coral e manguezais. É uma categoria diferente de parque nacional, e não localizei norma da APA específica sobre drone; o respeito à fauna e aos ambientes protegidos segue valendo. A ilha também tem um pequeno aeródromo que recebe aviões de pequeno porte, o que pede atenção redobrada ao espaço aéreo.
Na prática, voar sobre o mar e as faixas de areia mais vazias é tranquilo, desde que você mantenha altura e distância das pessoas. O cuidado maior é com a fauna e os recifes: descer o drone sobre os corais que aparecem na maré baixa, ou sobre a Quinta Praia (Praia do Encanto) perturba a fauna e o ambiente que a APA protege, além das regras de espaço aéreo a cumprir.
O outro ponto é o aeródromo da ilha, que recebe aviões pequenos e táxis aéreos. Isso reforça a importância do SARPAS, que coordena o espaço aéreo, e da atenção a qualquer aeronave por perto. A vantagem é que, sem carros e com muitos pontos altos, decolar em Morro de São Paulo é simples, o que não dispensa nenhuma das regras.

Onde pode e onde não pode em Morro de São Paulo
A regra prática em Morro de São Paulo é simples: com SARPAS aprovado, mantenha altura, fique longe das pessoas e respeite as áreas protegidas. O mapa abaixo resume as três situações que você vai encontrar.
Os melhores pontos para voar com responsabilidade
Na prática de aerocinematografia, os melhores pontos combinam boa luz, pouca gente no quadro e áreas fora das zonas mais restritas. Estes são os que mais rendem em Morro de São Paulo, sempre com a autorização em dia:
Seu drone passaria numa fiscalização?
Um fiscal conduz a entrevista pelo chat, uma pergunta por vez: peso, cadastro, etiqueta, SARPAS, ANATEL e seguro.
No fim você recebe o laudo com exatamente o que falta para regularizar.
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- Sem cadastro
- Laudo na hora
- Farol e Forte de Morro de São Paulo, cedo: o casario, o mar e a ilha vistos do alto rendem imagens clássicas antes do movimento.
- Quarta Praia: ampla faixa de areia, com coqueiros e piscinas na maré baixa, boa para voar em altura, longe de banhistas.
- Vista do arquipélago do alto: a ilha, os manguezais e o mar em conjunto, longe das praias cheias.
- Gamboa e os manguezais (em altura): a vila vizinha e a mata, sem descer sobre a fauna e os recifes.

Checklist antes de decolar
Antes de cada voo em Morro de São Paulo, rode esta lista rápida. Ela cobre as quatro camadas de regra e o cuidado específico do destino, e leva menos de um minuto.
- Drone cadastrado no SISANT (ANAC)
- SARPAS aprovado para o dia e local
- Respeitar a APA: sem voo baixo sobre fauna e recifes
- Atenção ao aeródromo e a aviões pequenos
- Bateria, vento e rota conferidos
Perguntas frequentes
Pode voar drone em Morro de São Paulo?
Sim, com responsabilidade. A ilha de Tinharé faz parte da APA das Ilhas de Tinharé e Boipeba, então o voo é permitido com SARPAS e respeito à fauna. Voo baixo sobre banhistas, recifes e a Quinta Praia deve ser evitado.
Precisa de autorização para voar drone em Morro de São Paulo?
Sim. Desde 1 de julho de 2026, todo voo a céu aberto exige autorização SARPAS do DECEA, inclusive para drones de até 250 g, além do cadastro SISANT da ANAC. A APA reforça o cuidado com a fauna.
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A APA de Tinharé e Boipeba proíbe drone?
Não localizei norma que proíba. É uma unidade de conservação estadual de uso sustentável, categoria diferente de um parque nacional, e não encontrei regra específica sobre drone. O respeito à fauna, aos recifes, às restingas e aos manguezais que ela protege continua valendo.
Pode voar drone nas praias de Morro de São Paulo?
Pode, com SARPAS, mantendo altura e distância das pessoas. As praias mais movimentadas, como a Segunda e a Terceira, ficam cheias, então evite voo baixo sobre os banhistas. As faixas mais vazias e o mar aberto são as melhores opções.
Morro de São Paulo tem aeroporto? Isso atrapalha o drone?
A ilha tem um pequeno aeródromo que recebe aviões de pequeno porte e táxis aéreos. Isso reforça a necessidade do SARPAS, que coordena o espaço aéreo, e a atenção a qualquer aeronave por perto antes e durante o voo.
Pode voar drone na Quinta Praia (Praia do Encanto)?
A Quinta Praia fica dentro da APA, então o cuidado com a fauna é maior. Sobrevoar em altura com SARPAS é possível, mas descer o drone sobre a vegetação, os recifes e os animais deve ser evitado.
Precisa de carro para voar drone em Morro de São Paulo?
Não. A ilha não tem carros e o acesso é por barco ou por avião de pequeno porte, o que facilita decolar de vários pontos altos e da vila. O que não muda são as regras: SARPAS, SISANT e o respeito à APA continuam valendo.
O que acontece se eu voar sem autorização ou sobre a fauna?
Voar sem SARPAS é infração de espaço aéreo, apurada pelo DECEA. E, dentro de uma unidade de conservação, perturbar a fauna ou os recifes pode ter consequências ambientais à parte.
Vale a pena planejar antes
Morro de São Paulo recompensa quem voa com respeito: sem carros e cheia de pontos altos, a ilha facilita decolar, e voar com SARPAS aprovado, em altura e longe da fauna, garante o azul das praias numeradas sem desrespeitar a APA. O melhor quadro costuma ser o do conjunto, a ilha inteira vista de cima. Se você quer entender de vez o espaço aéreo, o guia completo da ICA 100-40 reúne o que mudou em 2026. E para treinar para a avaliação teórica da ANAC, vale o simulado de drone.
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Veja também os 25 melhores destinos do Brasil para voar drone.
Fontes oficiais consultadas
- Governo da Bahia (INEMA), APA das Ilhas de Tinharé e Boipeba (Decreto estadual 1.240/1992; unidade de conservação estadual de uso sustentável; norma de drone não localizada) e ANAC, Portaria 935/2009 (registro do aeródromo privado Morro de São Paulo).
- DECEA, ICA 100-40 (SARPAS obrigatório para todo voo desde 1 de julho de 2026).
- ANAC: cadastro SISANT; RBAC 100 (120 m de altura e 30 m horizontais de pessoas não envolvidas, para drones acima de 250 g) e Resolução ANAC 806/2026 (drones de até 250 g).








