
Atualizado em 20/10/2026
Resposta rápida: em 9 de julho de 2026 a DJI anunciou o resultado de três missões no Monte Everest durante a temporada de escalada de 2026. O cargueiro FlyCart 100 transportou 10.073 kg (7.215 kg de suprimentos e 2.858 kg de lixo) entre o Acampamento Base e o Campo 1, na vertente sul (Nepal). O Matrice 4E mapeou mais de 3 km² da geleira Khumbu, um dos trechos mais perigosos da subida, em 3,5 horas de voo. E a empresa revelou o EV50, seu primeiro eVTOL (aeronave de asa fixa com decolagem vertical), que operou a 8.861 metros de altitude em missões de pesquisa climática na vertente norte (China). É uma demonstração extrema do que drones de trabalho conseguem fazer hoje.
Abaixo, o que cada aeronave fez, os números conferidos nas fontes, e o que essa operação sinaliza para quem acompanha o mercado de drones no Brasil.
A entrega: cruzar o Khumbu em 8 minutos de voo
O Khumbu Icefall é uma cascata de gelo em movimento entre o Acampamento Base (por volta de 5.300 m) e o Campo 1 (cerca de 6.000 m). É um dos trechos mais perigosos da rota sul: um labirinto de fendas e torres de gelo (seracs) que desabam sem aviso. Tradicionalmente, todo suprimento da expedição cruza esse labirinto nas costas de carregadores, em travessias repetidas dezenas de vezes por temporada.
Na temporada 2026, o DJI FlyCart 100 assumiu boa parte desse vai e vem: foram 10.073 kg transportados no total, sendo 7.215 kg de suprimentos subindo (cordas, escadas, oxigênio, comida) e 2.858 kg de lixo descendo da montanha. Cada trecho de voo leva cerca de 8 minutos. O FlyCart 100 carrega até 100 kg ao nível do mar; no ar rarefeito do Everest, a DJI informa que ele levou até 47 kg por voo em altitude de teste acima de 6.300 m, sem expor ninguém ao gelo.

O mapa que os “médicos da geleira” esperavam
Enquanto isso, a nepalesa Airlift Technology voou um DJI Matrice 4E sobre o Khumbu para transformar a geleira em um modelo 3D de precisão centimétrica, processado no DJI Terra. Foram mais de 3 km² mapeados em 3,5 horas, voando acima de 6.000 m com temperaturas abaixo de -20 °C. Com o modelo em mãos, os icefall doctors (a equipe que monta e mantém a rota de cordas e escadas) passaram a conhecer a posição de cada fenda e serac antes de pisar no gelo.
Segundo o release da DJI, o mapa teve uso prático: quando, durante a noite, um campo de seracs se formou e fechou as rotas para o cume, deixando centenas de alpinistas no Acampamento Base, os icefall doctors refizeram as rotas bloqueadas e retomaram as operações com rapidez, resultado que a DJI atribui à tecnologia de drones. É o mesmo princípio do mapeamento profissional com drone que já existe no Brasil, aplicado no cenário mais hostil possível.
EV50: o primeiro eVTOL da DJI estreia a 8.861 metros
A terceira missão escondia a maior novidade de produto: a DJI revelou o EV50, sua primeira aeronave eVTOL (decolagem e pouso verticais, voo de cruzeiro como avião). Em vez do formato de quadricóptero, o EV50 tem asa fixa de 7 metros de envergadura, 8 rotores de sustentação e 3 propulsores. Carrega até 50 kg em um compartimento de 270 litros, com alcance máximo de 150 km sem carga e velocidade de até 160 km/h.
Sua operação exige avaliação de risco?
Responda à triagem e descubra se a ARO é obrigatória, facultativa ou dispensada. Depois, monte o documento com a matriz de risco e baixe o PDF para assinar.
Fazer a triagem grátis- Grátis
- Sem cadastro
- PDF na hora
No Everest, ele operou na vertente norte (China), a partir da Reserva Natural do Qomolangma, em missões de amostragem atmosférica e monitoramento de ozônio para a Universidade de Pequim: o equipamento científico foi transportado 12 vezes ao longo de 12 dias, segundo a DJI, e o melhor voo atingiu 8.861 m de altitude máxima, com subida contínua de 3.730 m. Importante: o EV50 ainda não está à venda, e a DJI não divulgou preço nem data de lançamento comercial.

O que isso significa para o Brasil
Nenhuma dessas aeronaves é de consumo, mas a operação diz muito sobre a direção do mercado. A entrega por drone, que por aqui já opera em rota urbana real (veja como funciona a entrega por drone do iFood), ganhou agora uma demonstração em ambiente de altitude extrema. E aeronaves como o EV50 são exatamente o tipo de projeto que, no Brasil, ficaria fora da categoria aberta do RBAC 100 (limite de 25 kg), com enquadramento definido pela avaliação de risco da ANAC; veja a categoria Certificada do RBAC 100.
Seu drone passaria numa fiscalização?
Um fiscal conduz a entrevista pelo chat, uma pergunta por vez: peso, cadastro, etiqueta, SARPAS, ANATEL e seguro.
No fim você recebe o laudo com exatamente o que falta para regularizar.
Fazer a vistoria simulada- Grátis
- Sem cadastro
- Laudo na hora
Você manja mesmo de DJI?
Teste seus conhecimentos em Linha DJI num simulado gratuito, com gabarito comentado e ranking nacional. Será que você está afiado?
160 questões em 8 áreas · 10 por partida · 60s cada. Entre no ranking e veja sua posição.
Testar meus conhecimentos de drone- 100% grátis
- Gabarito comentado
- Ranking nacional
Perguntas frequentes
O que a DJI fez no Everest em 2026?
Três missões na temporada de escalada de 2026: entrega de 10.073 kg de carga entre o Acampamento Base e o Campo 1 com o FlyCart 100 (vertente sul), mapeamento 3D de mais de 3 km² da geleira Khumbu com o Matrice 4E, e pesquisa climática com o novo EV50 a até 8.861 m de altitude (vertente norte). O anúncio oficial é de 9 de julho de 2026.
Qual drone entregou as cargas no Everest?
O DJI FlyCart 100, um multirrotor cargueiro que carrega até 100 kg ao nível do mar. No ar rarefeito do Everest, a DJI informa carga de até 47 kg por voo em altitude de teste acima de 6.300 m, com voos de ida de cerca de 8 minutos cruzando o Khumbu Icefall.
O que é o DJI EV50?
É a primeira aeronave eVTOL da DJI: decola e pousa na vertical como um drone, mas cruza como avião de asa fixa. Tem 7 m de envergadura, carrega até 50 kg em um compartimento de 270 litros, tem alcance de até 150 km e velocidade máxima de até 160 km/h sem carga.
O EV50 está à venda?
Não. Até o fechamento deste texto (julho de 2026), o EV50 foi apenas revelado e usado em missões de pesquisa. A DJI não anunciou preço, data nem mercados de lançamento comercial.
Drones vão substituir os carregadores (sherpas)?
A operação de 2026 tirou dos ombros humanos parte da carga e das travessias repetidas em um dos trechos mais perigosos da rota, além de retirar quase 3 toneladas de lixo. As equipes locais continuam essenciais na montagem de rotas, no guiamento e em tudo que exige decisão humana no gelo.
Por que mapear a geleira Khumbu com drone?
Porque a geleira se move e muda todos os dias. O modelo 3D centimétrico feito pelo Matrice 4E mostra fendas e seracs antes de alguém pisar no gelo, e, segundo a DJI, apoiou a refação das rotas quando um campo de seracs bloqueou o caminho do cume.
Conclusão
O Everest virou uma vitrine do drone de trabalho: carga pesada em ar rarefeito, mapeamento que apoia o planejamento de rotas e a estreia de um eVTOL a quase 9.000 metros. Para quem voa ou trabalha com drone no Brasil, o recado é claro: entrega, mapeamento e aeronaves maiores deixaram de ser promessa e viraram operação real, e o RBAC 100 já organiza as operações por categoria de risco (aberta, específica e certificada), a base regulatória para essa próxima geração.
Fontes: DJI (anúncio oficial de 9 de julho de 2026); PRNewswire/Manila Times (Matrice 4E e DJI Terra no Khumbu); DroneDJ; TechNode; DroneXL; UAV Coach.








