
Atualizado em 07/09/2026
Na noite de sábado, 5 de setembro de 2026, segundo dia do Rock in Rio, a equipe que monitora o espaço aéreo do festival identificou um drone sobrevoando a área restrita da Cidade do Rock sem autorização. A informação foi passada ao Centro Integrado de Comando e Controle Móvel, instalado perto do BRT Parque Olímpico, policiais militares localizaram o piloto e apreenderam o equipamento. Piloto e proprietário foram levados à delegacia montada dentro do próprio evento. Na abordagem, o piloto admitiu que não tinha autorização de voo pelo SARPAS, o sistema da Força Aérea, e não apresentou a documentação exigida para a operação. Foi o terceiro drone apreendido em dois dias de festival, e a notícia, divulgada pelo g1 e pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, diz muito sobre como a fiscalização mudou de patamar em 2026.
Resposta direta: o drone foi apreendido porque voou sobre a área restrita de um evento sem autorização do DECEA, que a ICA 100-40 exige para qualquer voo, inclusive de aeronaves de até 250 g (art. 19, § 4º), e sem a documentação da operação. O Estado do Rio montou para o Rock in Rio um centro de monitoramento do espaço aéreo com tecnologia antidrone que dispara alerta automático, e o resultado foram três drones apreendidos nos dois primeiros dias. Quem é pego perde o equipamento na hora, responde a processo administrativo (ANAC e Comando da Aeronáutica) e pode responder criminalmente conforme o risco criado. O caminho legal existe, mas começa dias antes do show, e não no estacionamento.
O que aconteceu na Cidade do Rock, dia a dia
O festival de 2026 acontece nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, na Cidade do Rock, dentro do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca. Os dois primeiros dias já renderam três apreensões, e os detalhes de cada uma importam porque mostram três erros diferentes:
No caso de sábado, a apreensão não parou no drone. Segundo a nota oficial, foram recolhidos o drone, o rádio controle, o cartão de memória e o case do equipamento. O cartão vai junto por um motivo simples: é nele que está a prova do sobrevoo. Piloto e proprietário, que eram pessoas diferentes, foram conduzidos à delegacia instalada dentro do festival para o registro da ocorrência.
SSP-RJ · nota de 06/09/2026
O caso mais instrutivo é o da sexta-feira
Como a fiscalização te acha: o esquema do Rock in Rio 2026
O que mudou em relação a edições anteriores não foi a lei, e sim a capacidade de aplicá-la. O esquema de segurança do Estado para o festival tem mais de 7 mil agentes, sendo 4.500 policiais militares e 725 policiais civis, além de Corpo de Bombeiros e Operação Lei Seca. Dentro dele há um centro dedicado a monitorar o espaço aéreo, criado, nas palavras do secretário de Segurança Pública, Victor Santos, para identificar os operadores de aeronaves não autorizadas.
A parte que interessa ao piloto é o detector. Pela descrição divulgada, a tecnologia antidrone dispara alertas imediatos aos controladores, sem depender de alguém enxergar o drone no céu. Sistemas desse tipo trabalham com a radiofrequência do enlace entre controle e aeronave e, em muitos casos, conseguem estimar a posição do piloto, não só a do drone. É por isso que a sequência nos três casos foi a mesma: alerta no centro de controle, equipe no chão, abordagem em minutos.
A ideia é identificar os operadores de aeronaves não autorizadas. É comum o uso de drones recreativos em eventos desse tipo.
Victor Santos, secretário de Estado de Segurança Pública do RJ, ao apresentar o esquema do festival (agosto de 2026)
Isso não é só no Rock in Rio
As três regras que o piloto de sábado quebrou
A nota da Secretaria resume a abordagem em duas frases: sem autorização pelo SARPAS e sem a documentação exigida. Traduzindo para a norma, são três camadas de exigência que faltaram ao mesmo tempo, e cada uma tem artigo:
1. A autorização do DECEA, que vale até para o drone de 249 g
O art. 19 da ICA 100-40 é a regra-mãe: nenhuma aeronave não tripulada acessa o espaço aéreo brasileiro sem autorização do Estado. O art. 55 diz como se pede: pelo SARPAS. E o § 4º do art. 19 fecha a porta mais usada como desculpa, ao dizer que o procedimento se aplica inclusive às aeronaves com peso máximo de decolagem até 250 g. O DJI Neo, o Mini 4 Pro e o Flip precisam de SARPAS do mesmo jeito. O único caso dispensado é o voo recreativo dentro de espaço aéreo condicionado destinado à recreação (art. 55, § 2º), o que a Cidade do Rock em dia de show obviamente não é.

2. A área restrita do evento, e um detalhe que muita gente ignora: o aeródromo ao lado
A Secretaria chamou o perímetro de área restrita, e a ICA 100-40 explica de onde vem esse poder: o DECEA pode criar e ativar Espaço Aéreo Condicionado e Zona de Restrição de Voo a qualquer tempo (art. 10), em aeródromos, áreas de segurança ou locais de interesse estratégico (art. 11), com limites divulgados por produto AIS (art. 16). Numa operação com autoridade e público em massa, é a consulta ao AISWEB e ao mapa do SARPAS que mostra a zona ativa, não a nota à imprensa.
Há ainda um fator geográfico que independe do festival. A Cidade do Rock fica a cerca de 3 km do Aeroporto de Jacarepaguá, de onde saem voos de helicóptero o dia inteiro. A orientação do DECEA para operação sem coordenação é manter pelo menos 3 milhas náuticas (cerca de 5,4 km) de aeródromos para voos até 30 m de altura, e 5 milhas (cerca de 9 km) entre 30 e 120 m. Ou seja: mesmo sem show nenhum, qualquer voo naquele ponto cruza a zona do aeródromo, exige Termo de Coordenação (art. 28) e, feito sem autorização, entra no § 3º do art. 19: Ato de Interferência Ilícita contra a Aviação Civil. Detalhei essa classificação em drone perto de aeroporto: por que virou ato de interferência ilícita.

3. A documentação da operação
A terceira camada é da ANAC. O RBAC 100 exige o cadastro do drone no SISANT (para os maiores de 250 g, e na prática também para os menores, porque o SARPAS só enxerga aeronave sincronizada com o SISANT), define que a aeronave nunca pode ficar a menos de 30 metros horizontais de pessoas não envolvidas e não anuentes, salvo barreira mecânica, e tira da categoria aberta qualquer operação que não consiga cumprir isso. Sobrevoar plateia de festival é o oposto exato desse requisito: público em pé, sem barreira, aos milhares.

RBAC 100 · 100.3, 100.5, 100.7 e 100.37
Documentação exigida numa abordagem
O que acontece com o piloto depois da delegacia
A nota oficial fala em responsabilização administrativa e criminal para quem operar drone sem autorização dentro do perímetro restrito. Não são frases de efeito: são três trilhas que correm em paralelo, com autoridades diferentes.
A base do apoio policial está no art. 70 da ICA 100-40, que remete ao art. 290 do Código Brasileiro de Aeronáutica: a autoridade aeronáutica pode requisitar a força policial para deter os presumidos infratores ou a aeronave que ponha em perigo a segurança pública, pessoas ou coisas. O art. 71 completa o circuito: o órgão de segurança pública responsável pela investigação deve enviar o procedimento à Organização Regional do DECEA da área, para que o Comando da Aeronáutica instaure a investigação e o processo administrativo. Em outras palavras, sair da delegacia não encerra nada.

| Trilha | Quem conduz | O que está em jogo |
|---|---|---|
| Apreensão e ocorrência | Polícia Militar e Polícia Civil (delegacia do evento) | Equipamento retido como prova; registro que abre as demais trilhas |
| Infração administrativa (ANAC) | ANAC, pela Resolução nº 762/2024 | Valores-base de cerca de R$ 750, R$ 2.250 e R$ 4.500 por nível, com multiplicadores; advertência e obrigação de fazer em casos leves |
| Infração de tráfego aéreo (DECEA) | Junta de Julgamento da Aeronáutica (JJAER), ICA 100-40, art. 66 | Acesso ao espaço aéreo sem autorização e voo em área restrita, com as sanções do CBA |
| Responsabilidade civil e penal | Justiça, a partir do registro policial | Depende do risco criado e de eventual dano; próximo de aeródromo, a classificação é de Ato de Interferência Ilícita |
Sobre os valores, vale repetir o que já escrevi em fiscalização de drone: quem fiscaliza e o que você arrisca: as cifras de dezenas de milhares de reais que circulam na internet são reservadas a infrações graves de espaço aéreo, como voar em área proibida ou sem autorização. Este caso é exatamente esse tipo de infração, então aqui elas não são mito. Para recuperar o equipamento, o caminho é o processo descrito em drone apreendido: como recuperar, e ele começa pelo registro da ocorrência, não pela discussão com o policial.
O cartão de memória foi junto por um motivo
Como voar perto de um show ou festival sem virar caso de polícia
Existe caminho legal, e ele é usado todo ano por quem faz as imagens oficiais desses eventos. A diferença entre o piloto profissional e o que foi para a delegacia não é o equipamento, é o calendário: o trabalho legal começa dias antes, e passa por quem organiza e por quem controla o espaço aéreo.

O prazo merece atenção. O art. 57 da ICA 100-40 separa dois mundos: a categoria aberta, sem interseção com zona restrita, pode ser pedida com 30 minutos de antecedência; a operação que cruza FRZ, TRA, TSA ou área restrita precisa de quatro dias corridos, porque sai da aprovação automática e vai para análise de pessoa. Perto da Cidade do Rock, por causa do aeródromo e da restrição do evento, é sempre o segundo caso.

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Como fica o plano de um show feito do jeito certo
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Na minha rotina de operação no Rio, a regra que uso para a Barra e Jacarepaguá é simples: antes de prometer qualquer voo a um cliente, abrir o mapa do SARPAS com o aeródromo à vista e ver onde a área pretendida cai. Quando cruza a zona, o prazo e o Termo de Coordenação entram no orçamento e no cronograma. Quando não dá tempo, a resposta honesta é não voar.
Fui abordado durante o voo. O que fazer
Se a abordagem acontecer, o que você faz nos primeiros minutos pesa mais do que qualquer argumento jurídico depois:
- Pouse imediatamente e mantenha as mãos visíveis. Não tente afastar a aeronave nem ganhar altura: o detector já registrou o voo, e a fuga só piora a classificação.
- Apresente a documentação: certificado do SISANT, protocolo do SARPAS daquele voo, homologação da Anatel e credencial do evento, se houver. Quem tem tudo isso, em geral, sai da abordagem com o drone.
- Não apague nada. Nem imagens, nem log. O registro objetivo de altura e posição é o que separa uma discussão administrativa de um indício de má-fé.
- Anote o que foi recolhido e peça o registro detalhado da ocorrência. Ele é a base do pedido de restituição do equipamento.
O passo a passo da restituição, com os prazos e os erros que atrasam tudo, está em drone apreendido pela polícia ou pela ANAC: como recuperar. E se a sua dúvida é sobre quem pode derrubar ou interferir no seu drone, a resposta está em derrubar drone é crime? atirar, jammer e o que a lei permite.
Perguntas frequentes sobre drone apreendido no Rock in Rio
Pode voar drone no Rock in Rio?
Não, sem autorização específica. O perímetro do festival é tratado como área restrita pelo esquema de segurança do Estado, o local fica a cerca de 3 km do Aeroporto de Jacarepaguá e qualquer voo exige autorização do DECEA pelo SARPAS (ICA 100-40, art. 19). Só operam ali os drones do próprio evento e das forças de segurança, com as autorizações próprias.
Drone de até 250 g também precisa de autorização para voar perto do festival?
Precisa. O art. 19, § 4º, da ICA 100-40 diz que o procedimento de autorização se aplica inclusive às aeronaves com peso máximo de decolagem até 250 g. O peso muda exigências da ANAC, não o acesso ao espaço aéreo.
O que aconteceu com o piloto do drone apreendido no sábado?
Ele e o proprietário do drone foram levados à delegacia instalada dentro do festival para registro da ocorrência. Foram apreendidos o drone, o rádio controle, o cartão de memória e o case. Segundo a Secretaria de Segurança, ele não tinha autorização pelo SARPAS nem a documentação exigida para a operação.
Quantos drones foram apreendidos no Rock in Rio 2026?
Três nos dois primeiros dias, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública. Dois na sexta-feira, 4 de setembro (um sobre a área interna, com credencial do operador cancelada, e um nos arredores), e um no sábado, 5, que terminou na delegacia.
Como o sistema antidrone descobre quem está pilotando?
Pela radiofrequência do enlace entre o controle e a aeronave. A Secretaria informou que a tecnologia dispara alertas imediatos aos controladores, sem busca visual. Sistemas desse tipo costumam estimar também a posição do piloto, o que explica a rapidez das abordagens.
Vou preso por voar drone sem autorização em evento?
A regra é apreensão do equipamento e registro da ocorrência, não prisão automática. A responsabilização criminal depende do risco criado e de eventual dano, e a ICA 100-40 (art. 71) manda o órgão policial enviar a investigação ao DECEA para o processo administrativo. Perto de aeródromo, a classificação de Ato de Interferência Ilícita (art. 19, § 3º) torna tudo mais grave.
Quanto é a multa por voar drone sem SARPAS em área restrita?
Depende da trilha. Na ANAC, a Resolução nº 762/2024 parte de valores-base na casa de R$ 750 a R$ 4.500 por nível, com multiplicadores. Infrações graves de espaço aéreo, como voar em área proibida ou sem autorização, julgadas pela Junta de Julgamento da Aeronáutica com base no CBA, podem chegar a dezenas de milhares de reais.
Credencial de imprensa ou de produção libera o voo?
Não. Credencial autoriza a sua presença, não a da aeronave. Foi exatamente o caso de um dos drones da sexta-feira: o operador tinha credencial de acesso, voou sobre a área interna, foi expulso e teve a credencial cancelada.
Posso filmar o festival de fora, de uma rua ou de um prédio da Barra?
Só com SARPAS aprovado para aquele ponto, e o pedido tende a cair em análise. O que define a infração é onde a aeronave está, não onde você está. A área da Cidade do Rock cruza a zona do Aeroporto de Jacarepaguá e a restrição do evento, então o pedido exige quatro dias de antecedência e Termo de Coordenação.
Com quanta antecedência pedir o SARPAS para um evento?
Quatro dias corridos quando a área tem interseção com FRZ, TRA, TSA ou área restrita (ICA 100-40, art. 57, II). Só a categoria aberta, fora de zona restrita, pode ser pedida com 30 minutos. Perto de aeródromo ou de evento com restrição, conte com os quatro dias e com o Termo de Coordenação.
Onde vejo se há restrição temporária de voo para um evento?
No mapa do SARPAS, ao desenhar a área de voo, e no AISWEB, pelos NOTAM e produtos AIS do dia. A ICA 100-40 diz que os limites das zonas de restrição em áreas de segurança são divulgados por produto AIS (art. 16), não por comunicado à imprensa.
Como recuperar o drone apreendido no evento?
Pelo pedido de restituição no procedimento em que ele foi apreendido, com a documentação do equipamento e do voo. O caminho, os prazos e os erros que atrasam a devolução estão no guia de drone apreendido deste blog. Regularizar SISANT e demais documentos antes do pedido ajuda.
Conclusão: a fiscalização deixou de depender de sorte
O caso do Rock in Rio não é sobre um piloto azarado. É sobre um cenário novo: a norma que exige autorização para todo voo já existia, mas em 2026 os grandes eventos ganharam detector que avisa em segundos, centro de comando e equipe no chão. Quem sobe o drone “só para um vídeo rápido” não está mais apostando contra a sorte, está apostando contra um sensor.
Se você voa no Rio, ou vai cobrir qualquer evento com público, a ordem é a mesma deste texto: organizador, mapa, SARPAS com prazo, Termo de Coordenação, categoria e documentos. O hub da ICA 100-40 reúne os artigos citados aqui com explicação de cada zona, o simulado de drone ajuda a estudar para a prova teórica que passa a ser cobrada em 2027, e o simulador de fiscalização faz as perguntas que um agente faria numa abordagem como a de sábado, para você descobrir em casa o que falta na sua operação.
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Fontes e referências
- g1, Drone é apreendido após sobrevoar sem autorização área restrita do Rock in Rio (Instagram, 06/09/2026): relato do caso de sábado, itens apreendidos e encaminhamento à delegacia do festival. Foto: Divulgação/Governo do RJ.
- O São Gonçalo, Drone não autorizado é identificado e apreendido por forças de segurança do Estado durante o Rock in Rio (06/09/2026): reprodução da nota da Secretaria de Estado de Segurança Pública do RJ.
- Portal Democrata, Drone proibido no Rock in Rio leva piloto a ser detido pela polícia (06/09/2026): os dois drones detectados no primeiro dia e a expulsão do operador credenciado.
- Super Rádio Tupi, Rock in Rio tem 152 câmeras, drones e reconhecimento facial (06/09/2026): números do esquema e descrição do alerta automático da tecnologia antidrone.
- Cidade a Cidade, Rock in Rio 2026 terá 4.500 policiais militares e centro de monitoração de drones: efetivo por corporação e declaração do secretário Victor Santos.
- Rock in Rio, informações oficiais: datas da edição 2026 (4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro) e local.
- ICA 100-40 (DECEA), edição 2026, PDF oficial: arts. 10, 11, 16, 19 (caput, § 3º e § 4º), 28, 55, 57, 66, 67, 70 e 71. Prints reproduzidos acima. Página de publicação: publicacoes.decea.mil.br.
- RBAC 100 EMD 00 (ANAC), em vigor desde 16/06/2026: seções 100.3(a)(2) (30 metros), 100.5 (categorias), 100.7 (cadastro) e 100.37 (seguro).
- Resolução ANAC nº 762/2024: níveis e valores-base das sanções administrativas.
- Lei nº 7.565/1986, Código Brasileiro de Aeronáutica: art. 290 (apoio da força policial) e infrações de tráfego aéreo.
- DECEA, Central de Ajuda: altura e distância de aeroportos e heliportos: 3 NM (5,4 km) até 30 m e 5 NM (9 km) entre 30 e 120 m sem coordenação.
- SARPAS (DECEA) e AISWEB (DECEA): solicitação de acesso e consulta de NOTAM e produtos AIS.
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