
Atualizado em 11/09/2026
Quem procura “contagem de gado com drone” quase sempre chega com a mesma dúvida embaixo do braço: será que precisa daquele monte de papelada de drone agrícola. A resposta curta é não, e é justamente aí que mora a oportunidade. Contar boi é imageamento aéreo, não é aplicação de insumo, e as duas coisas vivem em regras diferentes.
Resposta direta antes do detalhamento: contar gado com drone é uma operação comum da categoria aberta do RBAC 100. Não exige cadastro no Ministério da Agricultura nem curso de aplicação aérea, porque a Portaria MAPA 298/2021 alcança apenas quem aplica agrotóxicos, fertilizantes, corretivos e sementes. Em compensação, a isenção de seguro do RBAC 100 também vale só para quem aplica, então quem apenas fotografa o rebanho com um drone acima de 250 gramas precisa de seguro de danos a terceiros. E o limite prático numa fazenda grande não é o regulamento, é a sua vista: no instante em que você perde o drone de vista sem um observador no campo, a operação deixa de ser aberta.
O tamanho do problema que você vai resolver
O Brasil fechou 2024 com 238.180.757 cabeças de bovinos, o segundo maior efetivo da série histórica do IBGE, iniciada em 1974. Esse número saiu na Pesquisa da Pecuária Municipal divulgada em setembro de 2025, e ele é o seu mercado endereçável em uma frase.
Só que o dado importante não é o total, é como esse rebanho é contado hoje. Em pecuária extensiva, contar é operação de campo: junta a boiada, passa pelo brete, alguém marca no caderno ou no aplicativo. Isso custa diária de vaqueiro, custa cavalo ou moto, estressa o animal, tira peso e ainda erra quando o lote é grande. Fazendeiro nenhum faz isso toda semana. Faz quando precisa, e no resto do tempo trabalha com estimativa.
É exatamente essa lacuna que o drone ocupa. Ele não substitui o brete, onde se pesa, vacina e identifica. Ele substitui a estimativa entre um manejo e outro, e responde a três perguntas que hoje ficam sem resposta: quantos animais tem naquele piquete agora, algum saiu pela cerca, e algum ficou para trás caído no capim.
Funciona mesmo? O que a pesquisa brasileira já mediu
Aqui vale usar dado de gente que mediu, não folheto de fornecedor. A referência nacional é um estudo da Embrapa Informática Agropecuária com a Embrapa Pecuária Sudeste, publicado na revista Sensors em dezembro de 2019, assinado por Jayme Garcia Arnal Barbedo, Luciano Vieira Koenigkan, Thiago Teixeira Santos e Patrícia Menezes Santos.
Os pesquisadores voaram sobre a Fazenda Canchim, em São Carlos, montaram um conjunto de trabalho com 1.853 imagens contendo 8.629 amostras de animais e testaram quinze arquiteturas de rede neural. O melhor resultado, com a NASNet Large, chegou a 99,2% de acurácia na detecção dos animais.
O achado mais útil para quem vai voar não é a acurácia, é a altura. O estudo concluiu que a resolução ideal para detectar gado é de 2 centímetros por pixel, o que corresponde a voar por volta de 60 metros com uma câmera comum. Abaixo disso você gasta bateria à toa cobrindo menos área. Acima disso o animal começa a virar mancha e a contagem despenca.
A que altura o gado ignora o drone
Essa é a pergunta que todo pecuarista faz antes de contratar, e quase nenhum conteúdo responde com número. Existe medição brasileira, e é recente.
Pesquisadores da Universidade Federal Rural da Amazônia publicaram em 2025, na Brazilian Journal of Veterinary Medicine, um estudo de comportamento de búfalas Murrah que incluiu justamente um teste de reatividade ao drone em diferentes altitudes. O equipamento usado foi um DJI Mini 2, com câmera 4K e autonomia declarada de 31 minutos.
O resultado é direto: a reatividade dos animais diminuiu conforme a altitude aumentou. Em área confinada, a resposta máxima ao drone chegou a 233 segundos a 5 metros. Em área extensiva, a 3 metros, foi de 55 segundos. E a partir de 15 e 20 metros os animais não percebiam o drone ou não expressavam mudança de comportamento.
Traduzindo para o seu orçamento: a altura de contagem que a Embrapa aponta, por volta de 60 metros, está muito acima da faixa em que o animal reage. Ou seja, o voo de contagem bem feito não estressa o rebanho, e esse é um argumento comercial forte, porque o cliente está justamente tentando fugir do estresse do manejo. O cuidado fica na decolagem e no pouso, que são os momentos em que o drone passa perto do chão.
Por que contar gado não é aviação agrícola
Essa confusão custa dinheiro e tempo para muito piloto. A Portaria MAPA nº 298, de 22 de setembro de 2021, é a norma que faz o operador de drone se cadastrar no Ministério da Agricultura e fazer curso de aplicação aérea. Só que o escopo dela é escrito com todas as letras: ela trata de aeronaves remotamente pilotadas destinadas à aplicação de agrotóxicos e afins, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes.
Contar boi não aplica nada. É voo de câmera. Logo, fica fora do escopo da Portaria 298, do mesmo jeito que uma filmagem de fazenda para vídeo institucional fica. Você não precisa de cadastro no MAPA, não precisa do curso de aplicação e não precisa de responsável técnico em aviação agrícola para vender contagem de rebanho.
A pegadinha do seguro que quase todo mundo erra
Agora a moeda vira. O RBAC 100, seção 100.37, manda toda operação de drone ter seguro de danos a terceiros, e abre exatamente duas exceções. A primeira é para aeronaves de entidades controladas pelo Estado. A segunda, no texto literal, é para operações “em VLOS ou EVLOS a até 120 metros (400 pés) AGL, de aplicação de agrotóxicos e afins, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes sobre áreas desabitadas”.
Falta uma ressalva que muda o cenário de quem usa drone pequeno: o RBAC 100 não se aplica a aeronaves com peso em voo de até 250 gramas operando até 120 metros em VLOS ou EVLOS. Como a obrigação de seguro está dentro do RBAC 100, ela também não alcança esse equipamento. Um drone de 249 gramas voando a 60 metros para contar gado fica fora dessa exigência, o que não impede você de contratar seguro por conta própria, e num serviço pago isso continua sendo boa ideia.
Repare que é a mesma lista da Portaria do MAPA. E repare no que ela exige: aplicação. Quem só fotografa o rebanho não está aplicando nada, então não entra na isenção. A conclusão é contraintuitiva e vale ouro na hora de montar o orçamento: o serviço de contagem tem menos burocracia que a pulverização, mas tem mais obrigação de seguro que ela.
O limite que realmente derruba o serviço numa fazenda grande
Uma fazenda de pecuária extensiva tem piquetes de centenas de hectares. Um drone de câmera comum some da vista muito antes de terminar a grade de fotos, e é aí que a operação escorrega sem o piloto perceber.
O RBAC 100 coloca na categoria aberta apenas o voo em VLOS ou EVLOS, até 120 metros, com peso em voo de até 25 kg e em áreas distantes de terceiros. As duas siglas do começo são o pulo do gato aqui.
VLOS é o voo em que você, sozinho, mantém contato visual direto com a aeronave, sem lentes ou equipamentos, tirando as lentes corretivas. EVLOS é o voo em que você já não consegue enxergar, e por isso usa observadores de UA: pessoas que, também a olho nu, mantêm o contato visual e avisam você. O texto da norma diz que o EVLOS segue as mesmas regras de uma operação VLOS. E BVLOS é o que não atende nem a um nem a outro, o que joga a operação inteira para a categoria específica, com autorização da ANAC e piloto licenciado.
Traduzindo para o pasto: levar o vaqueiro ou o gerente da fazenda para o campo, posicionado onde ele enxergue o drone, é o que mantém o seu serviço na categoria aberta em uma propriedade grande. É de graça, resolve o problema e quase ninguém no mercado faz isso direito. O que não vale é usar binóculo, luneta ou a imagem da câmera no controle como se fosse contato visual, porque a norma pede olho nu.
A avaliação de risco que você provavelmente não precisa fazer
A categoria aberta pede uma avaliação de risco operacional atualizada nos últimos doze meses, o que assusta quem está começando. Só que o próprio RBAC 100 abre uma exceção que cai como uma luva na pecuária: se a operação acontece a mais de 150 metros horizontais de pessoas não envolvidas e não anuentes, ou se existe barreira mecânica suficientemente forte para isolá-las, a avaliação de risco passa a ser facultativa.
Um piquete no meio de uma fazenda costuma atender isso com folga. Vale dizer que “não envolvidas” exclui você, o observador e a equipe da fazenda que está ali por causa do voo. São essas as pessoas envolvidas na operação. O vizinho passando na estrada, esse conta.
O que continua valendo em qualquer cenário é a autorização de espaço aéreo. Desde 1º de julho de 2026, com a ICA 100-40 do DECEA, todo voo pede autorização, e a rotina é a mesma de sempre: solicitação no SARPAS antes de decolar. Reuni o que muda no guia completo da ICA 100-40.
Quem já vende isso, e por quanto
O mercado existe e já tem nome. Em reportagem publicada em 26 de setembro de 2025, o MilkPoint mapeou as plataformas que estão trocando a balança e o caderno por imagem e inteligência artificial.
A Gado Pesado, startup goiana, opera em 60 fazendas no Brasil, distribuídas por dez estados, e mais três propriedades no Paraguai. Entre os clientes está a JBS. O modelo dela é assinatura: os pacotes começam a partir de R$ 720 por ano, e o produtor ainda precisa comprar uma câmera, que custa R$ 2,5 mil. A uruguaia Ganader-IA declara margem de erro entre 0% e 5% e capacidade de analisar entre 300 e 400 animais a cada 30 minutos. A brasileira Olho do Dono trabalha no mesmo território.

Leia esses números com atenção, porque eles dizem duas coisas ao mesmo tempo. A primeira é que existe demanda paga e validada por frigorífico grande. A segunda é que o dinheiro do software já tem dono, e é assinatura barata. Se você entrar querendo vender o algoritmo, vai brigar com R$ 720 por ano.
Como transformar isso em preço
A conta de qualquer serviço com drone é sempre a mesma: custo operacional anual dividido pelas horas que você realmente vende, mais margem. Detalhei esse método no guia de quanto cobrar por um voo de drone, e ele vale igual aqui.
A diferença deste nicho está na unidade de cobrança, e existem três caminhos possíveis. Cobrar por visita é o mais seguro para começar, porque protege você quando o piquete é acidentado e o dia rende menos. Cobrar por hectare sobrevoado conversa melhor com o jeito que o produtor rural pensa e escala bem em fazenda grande. Cobrar por cabeça contada parece elegante e é uma armadilha, porque você só sabe quantas cabeças tem depois de contar, e porque o cliente que suspeita de fuga de animais é justamente o que mais precisa do serviço e o que menos vai querer pagar por cabeça.
Um detalhe que muda a margem: contagem quase nunca é serviço avulso. O valor real está no contrato recorrente, com uma visita a cada quinze ou trinta dias, porque a fazenda passa a usar o número para decidir manejo. Precifique pensando em rota, não em diária.
Onde a contagem por drone ainda falha
Vender bem esse serviço passa por dizer na proposta o que ele não faz. Três limitações são conhecidas e nenhuma delas some com equipamento melhor.
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Copa de árvore esconde animal. Pasto com sombreamento, capoeira ou mata ciliar cria pontos cegos, e no calor é justamente para lá que o gado vai. O contorno é combinar horário, voando quando o rebanho está no pasto aberto, e avisar o cliente que a área de mata entra como estimativa.
Animal encostado em animal derruba a acurácia. É a limitação mais citada por quem trabalha com contagem automática, e ela aparece exatamente na hora do cocho e do bebedouro, quando o rebanho se junta. Voar quando os animais estão espalhados vale mais que qualquer ajuste de software.

Contraste com o fundo importa. Nelore branco em capim seco e queimado, ou animal escuro em solo escuro, é mais difícil de separar do que um contraste bom. Não é impeditivo, é motivo para conferir a saída automática em vez de confiar cegamente nela.
Os erros mais comuns de quem entra nesse nicho
Achar que precisa de cadastro no MAPA. Não precisa, e essa crença sozinha já afastou muito piloto de um serviço que ele poderia estar vendendo desde ontem.
Achar que está isento de seguro porque é agro. A isenção do RBAC 100 é para aplicação de insumos. Contagem não é aplicação. Se você derrubar um drone em cima de um animal ou de um funcionário, o prejuízo é seu. Vale entender quando o seguro de drone é obrigatório antes da primeira visita.
Voar até sumir de vista sem observador. É a falha mais comum e a mais fácil de resolver. Um rádio e uma pessoa combinada mantêm você dentro da categoria aberta.
Prometer acurácia de laboratório. Os 99,2% da Embrapa saíram de um experimento controlado, com uma raça, em uma fazenda. Prometa método e conferência, não um número mágico.
Cobrar por cabeça. Você descobre o total depois de contar, e quem mais precisa do serviço é quem desconfia que está faltando animal.
Esquecer que o dado é do cliente. Número de rebanho é informação sensível de patrimônio. Combine por escrito onde a imagem fica armazenada e quem tem acesso, do mesmo jeito que se faz em qualquer outra operação profissional com drone.
Perguntas frequentes sobre contagem de gado com drone
Preciso me cadastrar no Ministério da Agricultura para contar gado com drone?
Não. A Portaria MAPA nº 298/2021 alcança aeronaves remotamente pilotadas destinadas à aplicação de agrotóxicos e afins, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes. Voo de câmera para contar animais não aplica nada e fica fora desse escopo, assim como uma filmagem institucional da fazenda.
Preciso de seguro para prestar esse serviço?
Se o seu drone passa de 250 gramas, sim. O RBAC 100, na seção 100.37, exige seguro de danos a terceiros em toda operação, e as duas exceções são aeronaves de entidades controladas pelo Estado e voos de aplicação de insumos sobre áreas desabitadas. Contagem não é aplicação, então não entra na isenção. Com drone de até 250 gramas dentro do envelope de 120 metros em VLOS ou EVLOS, o regulamento inteiro não se aplica.
Qual é a altura certa para contar o rebanho?
Por volta de 60 metros. O estudo da Embrapa publicado na revista Sensors em 2019 concluiu que a resolução ideal para detectar gado é de 2 centímetros por pixel, o que corresponde a essa altura com câmera comum. É bem abaixo do teto de 120 metros da categoria aberta, então a altura não costuma ser o gargalo.
O drone assusta o gado?
Perto do chão, sim. O estudo da Universidade Federal Rural da Amazônia publicado em 2025 mediu resposta máxima de 233 segundos a 5 metros em área confinada e de 55 segundos a 3 metros em área extensiva. A partir de 15 a 20 metros os animais não percebiam o drone ou não mudavam de comportamento. Na altura de contagem, o rebanho não é incomodado.
Posso usar um drone de menos de 250 gramas nesse serviço?
Pode. O RBAC 100 não se aplica a aeronaves com peso em voo de até 250 gramas que operem até 120 metros em VLOS ou EVLOS, e a isenção é por peso e envelope de voo, não por finalidade. Uso comercial não muda isso. O próprio estudo brasileiro sobre reatividade dos animais foi feito com um DJI Mini 2.
Preciso ser aprovado no exame teórico da ANAC?
Para drones acima de 250 gramas, sim, mas com prazo. A Resolução ANAC nº 805/2026 dispensou o cumprimento do parágrafo 100.13(b) até 31 de dezembro de 2026, então a aprovação passa a ser cobrada na fiscalização a partir de 1º de janeiro de 2027. O exame é gratuito e online.
Preciso pedir autorização no SARPAS toda vez?
Sim. Desde 1º de julho de 2026, com a entrada em vigor da ICA 100-40 do DECEA, todo voo precisa de autorização de espaço aéreo. É obrigação do DECEA, órgão diferente da ANAC, e vale mesmo em área rural isolada.
Posso voar além da linha de visada numa fazenda muito grande?
Não dentro da categoria aberta. O RBAC 100 admite ali apenas VLOS e EVLOS. Voo sem contato visual direto de ninguém é BVLOS e joga a operação para a categoria específica, que exige autorização da ANAC e piloto licenciado. A saída prática é o EVLOS, com observador no campo.
Quem pode ser observador de UA?
Qualquer pessoa que, sem auxílio de lentes ou equipamentos além das corretivas, mantenha contato visual direto com a aeronave e auxilie o piloto na condução segura do voo. Na fazenda costuma ser o vaqueiro ou o gerente. Precisa estar combinado, instruído e com um meio de comunicação na mão. Binóculo não vale.
Preciso fazer avaliação de risco operacional?
Em regra a categoria aberta pede uma avaliação atualizada nos últimos doze meses, mas o próprio RBAC 100 a torna facultativa quando a operação ocorre a mais de 150 metros horizontais de pessoas não envolvidas e não anuentes, ou quando há barreira mecânica suficientemente forte. Um piquete no meio da fazenda costuma atender essa condição.
Câmera térmica ajuda na contagem?
Ajuda em situação específica, como animal em sombra densa ou verificação noturna, porque o corpo do animal contrasta com o pasto frio. Em contrapartida, o sensor térmico tem resolução menor que o sensor visível, o que reduz a área coberta por imagem. Para a contagem diurna em pasto aberto, câmera comum a 60 metros resolve.
Quanto cobrar por uma contagem?
Monte o preço pelo método de sempre: custo operacional anual dividido pelas horas realmente vendidas, mais margem. A unidade recomendada é visita ou hectare sobrevoado, nunca cabeça contada. O valor real do nicho está no contrato recorrente, com visitas quinzenais ou mensais.
Seu drone passaria numa fiscalização?
Um fiscal conduz a entrevista pelo chat, uma pergunta por vez: peso, cadastro, etiqueta, SARPAS, ANATEL e seguro.
No fim você recebe o laudo com exatamente o que falta para regularizar.
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O drone conta o gado que está dentro da mata?
Não com câmera comum. Copa de árvore cria ponto cego, e é para lá que o rebanho vai no calor. Combine o horário do voo para pegar os animais no pasto aberto e deixe claro na proposta que a área de mata entra como estimativa, não como contagem.
O que fica de tudo isso
Contagem de gado com drone é um dos poucos serviços agro em que o piloto entra com menos burocracia do que imagina e sai com mais recorrência do que espera. A norma que mais assusta, a do Ministério da Agricultura, simplesmente não alcança quem só fotografa. A que realmente pesa é o RBAC 100, e ali o ponto crítico não é altura nem peso, é até onde alguém enxerga o seu drone.
Se você está montando essa operação agora, comece pelo guia completo da ICA 100-40, que é a norma do DECEA que obriga autorização para todo voo desde julho de 2026, e depois passe pelo material de regulamentação organizado por situação prática para enquadrar o seu caso antes de responder ao produtor.
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Fontes oficiais consultadas
- RBAC nº 100, Emenda 00 (ANAC), PDF oficial: seção 100.3, com as definições de VLOS, EVLOS, BVLOS e observador de UA; seção 100.5, com as condições da categoria aberta e a dispensa da avaliação de risco além de 150 metros; seção 100.37, sobre o seguro e suas duas exceções; e seção 100.1, que afasta o regulamento das aeronaves de até 250 gramas.
- Resolução ANAC nº 805, de 15/06/2026: aprova o RBAC 100 e, no parágrafo único do art. 2º, dispensa o cumprimento do parágrafo 100.13(b) até 31 de dezembro de 2026.
- ICA 100-40 (DECEA), aprovada pela Portaria nº 2.094/DNOR8, de 18/03/2026: autorização de acesso ao espaço aéreo pelo SARPAS, em vigor desde 1º de julho de 2026.
- Portaria MAPA nº 298, de 22/09/2021: regras para operação de aeronaves remotamente pilotadas destinadas à aplicação de agrotóxicos e afins, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes.
- Barbedo, Koenigkan, Santos e Santos, “A Study on the Detection of Cattle in UAV Images Using Deep Learning”, Sensors, 2019: pesquisa da Embrapa com 1.853 imagens e 8.629 amostras de animais, acurácia de 99,2% com a rede NASNet Large e resolução ideal de 2 cm por pixel.
- Universidade Federal Rural da Amazônia, Brazilian Journal of Veterinary Medicine, 2025: reatividade de búfalas Murrah ao drone por altitude, com DJI Mini 2.
- IBGE, Pesquisa da Pecuária Municipal, tabela 3939 do SIDRA: efetivo de 238.180.757 cabeças de bovinos no Brasil em 2024, divulgado em setembro de 2025.
- MilkPoint, 26/09/2025: números de mercado da Gado Pesado, da Ganader-IA e da Olho do Dono.
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