
Atualizado em 20/10/2026
Gostou do conteúdo? Siga o Irlen Menezes no Google e veja mais dos nossos guias nas buscasVaga de piloto de drone agrícola não tem endereço fixo: tem calendário. Ela nasce quando a lavoura precisa de aplicação e some quando a colheitadeira entra. Quem entende a sequência (soja, milho safrinha, algodão, cana e café) sabe em que mês procurar, em que estado e a que preço. Cruzei o calendário de plantio e colheita da Conab com o que o drone faz em cada fase e com os números do cadastro da ANAC, que mostram quantos drones e operadores já estão nesse jogo.
Resposta direta: a demanda por piloto de drone agrícola segue a soja e o milho do Centro-Oeste. A soja é plantada de outubro a dezembro e colhida de janeiro a abril (Conab); o milho safrinha é plantado de janeiro a março e colhido de maio a setembro (Conab); o algodão de Mato Grosso é plantado de dezembro a fevereiro e colhido de junho a setembro (Conab). As janelas em que o drone aplica entre o plantio e a colheita são estimativa minha, a partir dessas barras: não vêm da Conab, e a data real depende da lavoura, do clima e da praga. Cana e café completam o ano, mas as janelas deles ficam como estimativa, sem fonte oficial conferida aqui. Em 18/09/2026 o SISANT tinha 13.564 drones cadastrados no ramo de pulverização e aeroagrícola, em 9.187 operadores, 576 a mais que em 2 de agosto. O preço de referência da aplicação contratada é de R$ 100 a R$ 400 por hectare (Embrapa Soja, Documentos 474, 2025), e o operador que aplica agrotóxico e afins precisa de aplicador com o CAAR de 28 horas exigido pelo MAPA, função que o piloto pode acumular.
O ano do drone agrícola em uma página
O calendário abaixo é a soma de duas fontes: as barras de plantio e colheita da Conab, por cultura e por estado, e uma estimativa minha da aplicação, que coloca o drone entre o plantio e a colheita. Não é o calendário de uma fazenda; é o mapa de onde a demanda por aplicação está em cada mês do ano, no eixo Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
A leitura prática, que é estimativa minha a partir das barras da Conab e não dado de contratação: de dezembro a abril deve haver mais trabalho de aplicação na região produtora; de junho a setembro ele tende a se concentrar em culturas como o algodão de Mato Grosso. Na carteira assinada, o Novo CAGED mostra outra coisa para a contratação: o pico de admissões de operador de drone no agro foi em outubro e novembro de 2025 (115 e 111 admissões), e as demissões superaram as admissões de abril a julho de 2026.
Soja: a temporada que sustenta o mercado
Pelo calendário da Conab, a soja do Centro-Oeste é plantada de outubro a dezembro (setembro em parte de Mato Grosso) e colhida de janeiro a abril; no Sudeste, Minas e São Paulo seguem o mesmo desenho; no Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul plantam de setembro a dezembro e colhem de janeiro a maio. Na minha estimativa, o drone entra depois do fechamento das entrelinhas, com fungicida contra a ferrugem asiática, inseticida e, no fim, a dessecação pré-colheita, o que dá uma janela de dezembro a março. Essas fases e datas não vêm da Conab, e a data real depende de cada lavoura.

Milho safrinha, algodão, cana e café: o resto do ano
Milho segunda safra. Plantado de janeiro a março no Centro-Oeste, logo atrás da colheita da soja, e colhido de maio a setembro (Conab). Na minha estimativa, a aplicação foliar, o inseticida e a dessecação ficam entre fevereiro e maio, sem fonte oficial de datas. É a segunda temporada, na mesma região da soja.
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Algodão. Mato Grosso planta de dezembro a fevereiro e colhe de junho a setembro; Bahia e Goiás seguem o mesmo padrão (Conab). Na minha estimativa, regulador de crescimento, inseticida e, no fim, o desfolhante e o maturador ficam entre março e julho, sem fonte oficial de datas. Pelas barras da Conab, a colheita do algodão de Mato Grosso vai de junho a setembro.
Cana e café. Não conferi calendário oficial de colheita nem de aplicação com drone para essas duas culturas, então as janelas delas nas ilustrações são estimativa minha.
Quantos drones e operadores já estão no agro: os números do SISANT
O cadastro de aeronaves não tripuladas da ANAC é público e atualizado diariamente. Baixei o arquivo de 18 de setembro de 2026 e contei o ramo de atividade “Pulverização e aplicação de outros insumos, aeroagrícola” e suas variantes: 13.564 drones, em 9.187 operadores distintos, dos quais 6.307 registros são de CNPJ. Em 2 de agosto eram 12.988 drones; em 23 de agosto, 13.231. São 576 drones novos em 47 dias, cerca de 12 por dia, no meio da entressafra. A DJI responde por 9.728 registros do ramo e a XAG por 1.117.
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O que esses números dizem para quem procura vaga: são 9 mil operadores, e, no SISANT de 18/09/2026, 6.307 dos 13.564 drones do ramo estão em nome de CNPJ, ou seja, a maior parte dos drones do ramo está em nome de pessoa física. No Novo CAGED, a vaga com carteira veio sobretudo das empresas de serviço agrícola (622 das 923 admissões do agro entre agosto de 2025 e julho de 2026) e, em menor número, de lavouras e criações (235); diária e pagamento por hectare não aparecem nessa base. O ranking de marcas e os modelos que dominam o campo estão em marcas de drone agrícola no Brasil.

Quanto se paga: por hectare, por hora e por temporada
A referência publicada de preço da aplicação contratada é a Embrapa Soja: de R$ 100 a R$ 400 por hectare, com a amplitude explicada por relevo, vegetação, produto, distância e tecnologia (Documentos 474, 2025, pág. 27). Na outra ponta, o pregão do IFSULDEMINAS de abril de 2026 fechou R$ 399,99 por hora máquina com drone de 50 litros, o que daria R$ 27 a R$ 40 por hectare se o drone rendesse 10 a 15 hectares por hora, premissa minha que não consta do pregão. É preço de larga escala, por hora, não de contratação avulsa. O piloto contratado não recebe esse valor: o salário formal no agro teve mediana de R$ 2.171,93 na admissão entre agosto de 2025 e julho de 2026 (Novo CAGED, CBO 7813-10), como mostrei em quanto ganha um piloto de drone agrícola. Somando todos os setores, a média da ocupação foi de R$ 2.600 entre junho de 2025 e maio de 2026, em quanto ganha um piloto de drone. A conta completa do hectare está em quanto custa pulverização com drone por hectare.

Portaria MAPA 298/2021; RBAC 100
O que a norma pede antes de falar em salário
CAAR, o curso para aplicação aeroagrícola remota de 28 horas homologado pelo MAPA (Portaria 298/2021, art. 4º, II e Anexo); SISANT e exame teórico da ANAC (cobrado a partir de 1º/01/2027). Fora da norma, o anúncio da vaga pode pedir CNH e disponibilidade para viajar: confira o que cada empresa exige. O registro do operador no SIPEAGRO e o responsável técnico agrônomo são da empresa, não do piloto.
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O caminho de entrada, do CAAR ao primeiro contrato, está em como ser piloto de drone agrícola no Brasil; as certificações que a vaga pede além do CAAR, em certificações que valem no currículo.
Perguntas frequentes
Em que mês tem mais vaga de piloto de drone agrícola?
Depende do que se mede. Pelo Novo CAGED (agosto de 2025 a julho de 2026), o pico de admissões de operador de drone no agro foi em outubro e novembro de 2025 (115 e 111), e as demissões superaram as admissões de abril a julho de 2026. O trabalho de aplicação em si deve se concentrar entre dezembro e abril, na estimativa que faço a partir do calendário da Conab.
Onde estão as vagas?
No Novo CAGED (agosto de 2025 a julho de 2026), as admissões de operador de drone no agro se concentraram em São Paulo (215), Minas Gerais (196), Mato Grosso (89), Maranhão (73) e Mato Grosso do Sul (55). O recorte por estado está no post sobre o CAGED.
Quanto ganha um piloto de drone agrícola?
Com carteira assinada, o salário de admissão no agro teve mediana de R$ 2.171,93 e média de R$ 2.417,12 entre agosto de 2025 e julho de 2026, pelos microdados do Novo CAGED (CBO 7813-10, 910 admissões em empregadores da agropecuária, seção A da CNAE). É o salário fixo declarado na contratação; diária e pagamento por hectare não aparecem nessa base. A aplicação contratada custa de R$ 100 a R$ 400 por hectare (Embrapa). O recorte por estado e por tipo de empregador está em quanto ganha um piloto de drone agrícola.
Quanto se cobra por hectare?
Referência da Embrapa Soja (Documentos 474, 2025): R$ 100 a R$ 400 por hectare na contratação avulsa. Em larga escala, por hora máquina, o pregão do IFSULDEMINAS fechou R$ 399,99 a hora; a conta por hectare depende do rendimento do drone, e com 10 a 15 hectares por hora (premissa minha) daria R$ 27 a R$ 40.
Preciso do CAAR para trabalhar?
Sim, se a operação aplica agrotóxico e afins: o MAPA exige aplicador aeroagrícola remoto com o CAAR, curso de 28 horas homologado pelo Ministério (Portaria 298/2021, art. 4º, II).
Quantos drones agrícolas existem no Brasil?
No SISANT de 18/09/2026, 13.564 drones no ramo de pulverização e aeroagrícola, em 9.187 operadores, contagem própria nos dados abertos da ANAC.
O que o piloto faz na entressafra?
Na minha leitura, o trabalho se desloca para outras culturas, como o algodão no inverno, e o piloto aproveita para mapeamento, manutenção da frota e treinamento. Isso é estimativa, não dado oficial.
Drone agrícola precisa de licença da ANAC?
Até 25 kg em voo, em linha de visada, até 120 m e longe de terceiros, é categoria aberta, que não exige licença: no RBAC 100 (acima de 250 g), exige o exame teórico (cobrado a partir de 1º/01/2027), o cadastro no SISANT e a avaliação de risco operacional (RBAC 100, 100.5). Pulverizadores grandes passam de 25 kg e caem na categoria específica (RBAC 100, 100.5 e 100.115).
A vaga exige CNH?
A lei de drones não exige CNH. Se a vaga envolve dirigir entre talhões e fazendas, o empregador pode pedir: confira no anúncio.
Qual a diferença entre vaga formal e diária?
No Novo CAGED, das 923 admissões no agro (agosto de 2025 a julho de 2026), 622 foram de empresas de serviço agrícola, onde está a pulverização terceirizada, e 235 de lavouras e criações, que é o produtor contratando direto. Diária e pagamento por hectare não aparecem nessa base. O SISANT mostra 6.307 registros de CNPJ contra 13.564 drones no ramo.
De onde vem o calendário deste post?
Das barras de plantio e colheita do Calendário de Plantio e Colheita de Grãos no Brasil da Conab (edição 2022), por cultura e estado, cruzadas com uma estimativa minha da fase de aplicação de cada cultura, que não vem da Conab.
A demanda cresce?
Entre 2 de agosto e 18 de setembro de 2026 o ramo de pulverização ganhou 576 drones no SISANT, cerca de 12 por dia, na entressafra.
Leituras relacionadas
- Como ser piloto de drone agrícola no Brasil
- Quanto custa pulverização com drone por hectare
- Marcas de drone agrícola no Brasil: o ranking do cadastro da ANAC
- Certificações que valem no currículo do piloto de drone
- Licença de piloto remoto da ANAC: quem precisa
- Quanto ganha um piloto de drone em 2026
Fontes consultadas
- Conab, Calendário de Plantio e Colheita de Grãos no Brasil (2022), PDF oficial: barras de plantio e colheita de soja (pág. 52 a 55), milho 2ª safra (46 a 49) e algodão (11 a 14), por estado.
- Conab, calendário 2026 de levantamentos de safras: ciclo de grãos, café e cana.
- ANAC, dados abertos do SISANT: arquivo de 18/09/2026, contagem própria do ramo de pulverização e aeroagrícola; comparação com 02/08 e 23/08/2026.
- Embrapa Soja, Documentos 474 (2025), Uso de drones agrícolas no Brasil: pág. 27, R$ 100 a R$ 400 por hectare.
- Portaria MAPA nº 298/2021, PDF oficial: art. 4º (CAAR, responsável técnico, aeronave regular na ANAC) e Anexo (28 h).
- RBAC 100 (Resolução ANAC 805/2026), PDF oficial: seções 100.5, 100.13 e 100.115.
- Compras.gov.br, dados abertos de pesquisa de preço: pregão de serviço de hora máquina do IFSULDEMINAS (Pouso Alegre, 06/04/2026; PNCP 10648539000105-1-000028/2026), pulverização com drone de 50 L a R$ 399,99 a hora máquina, 180 horas.








