
Atualizado em 18/09/2026
Vaga de piloto de drone agrícola não tem endereço fixo: tem calendário. Ela nasce quando a lavoura precisa de aplicação e some quando a colheitadeira entra. Quem entende a sequência (soja, milho safrinha, algodão, cana e café) sabe em que mês procurar, em que estado e a que preço. Cruzei o calendário de plantio e colheita da Conab com o que o drone faz em cada fase e com os números do cadastro da ANAC, que mostram quantos drones e operadores já estão nesse jogo.
Resposta direta: a demanda por piloto de drone agrícola segue a soja e o milho do Centro-Oeste. A soja é plantada de outubro a dezembro e colhida de janeiro a abril (Conab), e a janela de aplicação com drone, fungicida, inseticida e dessecação pré-colheita, vai de dezembro a março; o milho safrinha entra em janeiro a março e é colhido de maio a setembro, com aplicações de fevereiro a maio; o algodão de Mato Grosso é plantado de dezembro a fevereiro e colhido de junho a setembro, com regulador, inseticida e desfolhante de março a julho. Cana e café ocupam o inverno com maturador, biológicos e foliar. Em 18/09/2026 o SISANT tinha 13.564 drones cadastrados no ramo de pulverização e aeroagrícola, em 9.187 operadores, 576 a mais que em 2 de agosto. O preço de referência da aplicação contratada é de R$ 100 a R$ 400 por hectare (Embrapa Soja, Documentos 474, 2025), e o piloto que entra precisa do CAAR de 28 horas exigido pelo MAPA.
O ano do drone agrícola em uma página
O calendário abaixo é a soma de duas fontes: as barras de plantio e colheita da Conab, por cultura e por estado, e a agronomia da aplicação, que coloca o drone entre o plantio e a colheita. Não é o calendário de uma fazenda; é o mapa de onde a demanda por aplicação está em cada mês do ano, no eixo Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
A leitura prática: de dezembro a abril há trabalho em toda a região produtora, e é quando a prestadora contrata piloto por temporada; de junho a setembro o trabalho existe, mas concentrado no algodão de Mato Grosso, na cana de São Paulo e Goiás e no café de Minas, e é quando o piloto que não se mudou fica parado. Outubro e novembro são pré-plantio: dessecação de cobertura, mapeamento e manutenção da frota.
Soja: a temporada que sustenta o mercado
Pelo calendário da Conab, a soja do Centro-Oeste é plantada de outubro a dezembro (setembro em parte de Mato Grosso) e colhida de janeiro a abril; no Sudeste, Minas e São Paulo seguem o mesmo desenho; no Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul plantam de setembro a dezembro e colhem de janeiro a maio. O drone entra depois do fechamento das entrelinhas: aplicação de fungicida contra a ferrugem asiática, inseticida e, no fim, a dessecação pré-colheita. É a janela de dezembro a março, e é onde estão as vagas de temporada, com deslocamento para Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e oeste da Bahia.

Milho safrinha, algodão, cana e café: o resto do ano
Milho segunda safra. Plantado de janeiro a março no Centro-Oeste, logo atrás da colheita da soja, e colhido de maio a setembro (Conab). A aplicação foliar, o inseticida contra a cigarrinha e a lagarta e a dessecação vão de fevereiro a maio. É a segunda temporada, na mesma região e muitas vezes na mesma fazenda.
Sua operação exige avaliação de risco?
Responda à triagem e descubra se a ARO é obrigatória, facultativa ou dispensada. Depois, monte o documento com a matriz de risco e baixe o PDF para assinar.
Fazer a triagem grátis- Grátis
- Sem cadastro
- PDF na hora
Algodão. Mato Grosso planta de dezembro a fevereiro e colhe de junho a setembro; Bahia e Goiás seguem o mesmo padrão (Conab). Regulador de crescimento, inseticida e, no fim, o desfolhante e o maturador, de março a julho. É a cultura que segura o piloto do Centro-Oeste no inverno, e a que mais paga por precisão, porque o desfolhante mal aplicado atrasa a colheita inteira.
Cana e café. A cana do Centro-Sul é colhida de abril a novembro; o drone entra com maturador, herbicida em área de difícil acesso e liberação de agentes biológicos, que é um ramo próprio no cadastro da ANAC. O café, colhido de maio a setembro em Minas, usa o drone em foliar e fungicida fora da colheita, além de mapeamento de talhão em relevo que o trator não sobe.
Quantos drones e operadores já estão no agro: os números do SISANT
O cadastro de aeronaves não tripuladas da ANAC é público e atualizado diariamente. Baixei o arquivo de 18 de setembro de 2026 e contei o ramo de atividade “Pulverização e aplicação de outros insumos, aeroagrícola” e suas variantes: 13.564 drones, em 9.187 operadores distintos, dos quais 6.307 registros são de CNPJ. Em 2 de agosto eram 12.988 drones; em 23 de agosto, 13.231. São 576 drones novos em 47 dias, cerca de 12 por dia, no meio da entressafra. A DJI responde por 9.728 registros do ramo e a XAG por 1.117.
Seu drone passaria numa fiscalização?
Um fiscal conduz a entrevista pelo chat, uma pergunta por vez: peso, cadastro, etiqueta, SARPAS, ANATEL e seguro.
No fim você recebe o laudo com exatamente o que falta para regularizar.
Fazer a vistoria simulada- Grátis
- Sem cadastro
- Laudo na hora
O que esses números dizem para quem procura vaga: são 9 mil operadores, a maioria pessoa física ou produtor com um ou dois drones, e uma minoria de prestadoras com frota. A vaga formal, com carteira, está nas prestadoras e nas cooperativas; o produtor com drone próprio contrata diária na temporada. O ranking de marcas e os modelos que dominam o campo estão em marcas de drone agrícola no Brasil.

Quanto se paga: por hectare, por hora e por temporada
A referência oficial de preço da aplicação contratada é a Embrapa Soja: de R$ 100 a R$ 400 por hectare, com a amplitude explicada por relevo, vegetação, produto, distância e tecnologia (Documentos 474, 2025, pág. 27). Na outra ponta, o contrato público do IFSULDEMINAS de abril de 2026 pagou R$ 399,99 por hora de voo com drone de 50 litros, o que dá R$ 27 a R$ 40 por hectare a 10 ou 15 hectares por hora, e é o preço de larga escala, por hora, não de contratação avulsa. O piloto contratado recebe uma fração disso: a diária de temporada e o salário formal da CBO 7813-10, cuja média no CAGED foi de R$ 2.600 entre junho de 2025 e maio de 2026, como mostrei em quanto ganha um piloto de drone. A conta completa do hectare está em quanto custa pulverização com drone por hectare.

Portaria MAPA 298/2021; RBAC 100
O que a vaga vai pedir antes de falar em salário
CAAR, o curso para aplicação aeroagrícola remota de 28 horas homologado pelo MAPA (Portaria 298/2021, art. 4º, II e Anexo); SISANT e exame teórico da ANAC (cobrado a partir de 1º/01/2027); CNH para se deslocar entre talhões e fazendas; e disposição para morar na região na temporada. O registro do operador no SIPEAGRO e o responsável técnico agrônomo são da empresa, não do piloto.

O caminho de entrada, do CAAR ao primeiro contrato, está em como ser piloto de drone agrícola no Brasil; as certificações que a vaga pede além do CAAR, em certificações que valem no currículo.
Teste seus conhecimentos de drone
Simulado gratuito com 180 questões em 9 áreas — legislação, espaço aéreo, segurança, DJI e mais — com gabarito comentado e ranking nacional.
Comece pela Avaliação Teórica de Piloto de Drone da ANAC, no estilo do exame oficial, ou escolha a área que quiser.
Acessar o Simulado de Drone- 100% grátis
- Gabarito comentado
- Ranking nacional
Perguntas frequentes
Em que mês tem mais vaga de piloto de drone agrícola?
De dezembro a abril, com a soja e o milho safrinha do Centro-Oeste: fungicida, inseticida e dessecação na soja de dezembro a março, e as aplicações do milho de fevereiro a maio. É a temporada em que as prestadoras contratam.
Onde estão as vagas?
Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, oeste da Bahia e Paraná na soja e no milho; Mato Grosso e Bahia no algodão; São Paulo e Goiás na cana; Minas Gerais no café.
Quanto ganha um piloto de drone agrícola?
O dado oficial não separa o agro: a CBO 7813-10 teve média de R$ 2.600 no CAGED (jun/2025 a mai/2026). Na temporada a prestadora paga diária ou por hectare; a aplicação contratada custa de R$ 100 a R$ 400 por hectare (Embrapa).
Quanto se cobra por hectare?
Referência da Embrapa Soja (Documentos 474, 2025): R$ 100 a R$ 400 por hectare na contratação avulsa. Em larga escala por hora de voo, o contrato do IFSULDEMINAS pagou R$ 399,99 a hora, que equivale a R$ 27 a R$ 40 por hectare.
Preciso do CAAR para trabalhar?
Sim, se a operação aplica agrotóxico e afins: o MAPA exige aplicador aeroagrícola remoto com o CAAR, curso de 28 horas homologado pelo Ministério (Portaria 298/2021, art. 4º, II).
Quantos drones agrícolas existem no Brasil?
No SISANT de 18/09/2026, 13.564 drones no ramo de pulverização e aeroagrícola, em 9.187 operadores, contagem própria nos dados abertos da ANAC.
O que o piloto faz na entressafra?
Algodão no inverno, cana e café, mapeamento e NDVI, manutenção da frota e treinamento. Outubro e novembro são pré-plantio: dessecação de cobertura e mapeamento.
Drone agrícola precisa de licença da ANAC?
Até 25 kg em voo, em linha de visada, até 120 m e longe de terceiros, é categoria aberta: só o exame teórico. Pulverizadores grandes passam de 25 kg e caem na categoria específica (RBAC 100, 100.5 e 100.115).
A vaga exige CNH?
A lei não, mas quase toda vaga sim: o trabalho é itinerante entre talhões e fazendas, e a prestadora coloca o piloto para dirigir a caminhonete com o drone.
Qual a diferença entre vaga formal e diária?
Formal, com carteira, está nas prestadoras e cooperativas com frota; o produtor com drone próprio contrata diária na temporada. O SISANT mostra 6.307 registros de CNPJ contra 13.564 drones no ramo.
De onde vem o calendário deste post?
Das barras de plantio e colheita do Calendário de Plantio e Colheita de Grãos no Brasil da Conab (edição 2022), por cultura e estado, cruzadas com a fase de aplicação de cada cultura.
A demanda cresce?
Entre 2 de agosto e 18 de setembro de 2026 o ramo de pulverização ganhou 576 drones no SISANT, cerca de 12 por dia, na entressafra.
Leituras relacionadas
- Como ser piloto de drone agrícola no Brasil
- Quanto custa pulverização com drone por hectare
- Marcas de drone agrícola no Brasil: o ranking do cadastro da ANAC
- Certificações que valem no currículo do piloto de drone
- Licença de piloto remoto da ANAC: quem precisa
- Quanto ganha um piloto de drone em 2026
Fontes consultadas
- Conab, Calendário de Plantio e Colheita de Grãos no Brasil (2022), PDF oficial: barras de plantio e colheita de soja (pág. 52 a 55), milho 2ª safra (46 a 49) e algodão (11 a 14), por estado.
- Conab, calendário 2026 de levantamentos de safras: ciclo de grãos, café e cana.
- ANAC, dados abertos do SISANT: arquivo de 18/09/2026, contagem própria do ramo de pulverização e aeroagrícola; comparação com 02/08 e 23/08/2026.
- Embrapa Soja, Documentos 474 (2025), Uso de drones agrícolas no Brasil: pág. 27, R$ 100 a R$ 400 por hectare.
- Portaria MAPA nº 298/2021, PDF oficial: art. 4º (CAAR, responsável técnico, aeronave regular na ANAC) e Anexo (28 h).
- RBAC 100 (Resolução ANAC 805/2026), PDF oficial: seções 100.5, 100.13 e 100.115.
- Compras.gov.br, dados abertos de pesquisa de preço: contrato do IFSULDEMINAS (Pouso Alegre, 06/04/2026), R$ 399,99 por hora de voo, 180 horas, drone de 50 L.
Esse guia te ajudou?
Me paga um cafezinho ☕
Manter o conteúdo sobre drones gratuito e atualizado tem custo. Um café via PIX ajuda demais a manter o blog no ar. 💛
Chave PIX: 45338f0a-fd19-4542-a93e-1633627a38bd · Irlen Menezes

Aponte a câmera no PIX






