
Atualizado em 09/07/2026
Maragogi, no litoral norte de Alagoas, é chamada de Caribe brasileiro por causa das galés, piscinas naturais de água cristalina que se formam sobre os recifes a cerca de 6 quilômetros da costa. É um cenário perfeito para o drone, mas toda a faixa litorânea faz parte de uma área de proteção ambiental federal, e as regras de espaço aéreo mudaram em 2026.
Resposta direta antes do detalhamento: voar drone em Maragogi é permitido, mas com responsabilidade. A costa faz parte da APA Costa dos Corais, a maior unidade de conservação marinha federal do Brasil, gerida pelo ICMBio, que vai de Paripueira, em Alagoas, até Tamandaré, em Pernambuco. Não há proibição total de drone, mas voo baixo sobre banhistas, barcos e recifes é perigoso e desrespeita a fauna. As galés, as piscinas naturais, ficam a cerca de 6 quilômetros da costa e são acessadas por catamarã. Desde 1 de julho de 2026, todo voo a céu aberto exige SARPAS do DECEA, mesmo para drones abaixo de 250 g.
As regras que valem em qualquer lugar do Brasil
Para voar drone legalmente em 2026, são quatro camadas: cadastro no SISANT da ANAC, autorização SARPAS do DECEA, os limites do RBAC 100 (até 120 m de altura, em linha de visada e a no mínimo 30 m de pessoas) e a homologação da ANATEL. A grande mudança do ano é que, desde 1 de julho de 2026, o SARPAS passou a ser obrigatório para todo voo a céu aberto, inclusive para drones abaixo de 250 g.
O que muda por causa da APA Costa dos Corais
A APA Costa dos Corais é uma unidade de conservação federal de uso sustentável, gerida pelo ICMBio, que protege a maior barreira de corais do Atlântico Sul. Diferente de um parque nacional, ela não proíbe o drone de forma geral, mas exige respeito à fauna marinha, aos recifes e aos banhistas. A visitação das piscinas naturais segue horário de maré e zonas definidas para as embarcações.
Na prática, voar sobre a praia aberta de Maragogi é viável, desde que você mantenha altura, distância das pessoas e nunca desça o drone para perto dos recifes ou dos cardumes. Perturbar a fauna de uma unidade de conservação pode gerar autuação ambiental, além da infração de espaço aéreo.
As galés são um caso à parte. Como ficam a cerca de 6 quilômetros da costa, para sobrevoá-las de perto o piloto precisaria estar em um barco, o que dificulta manter o drone em linha de visada com segurança. Some a isso a lotação de catamarãs e turistas nas piscinas na maré baixa, e o voo baixo ali vira risco de acidente e incômodo. A imagem mais segura e bonita costuma ser a da faixa de praia e do casario da orla.

Onde pode e onde não pode em Maragogi
A regra prática em Maragogi é simples: com SARPAS aprovado, mantenha altura, fique longe das pessoas e respeite as áreas protegidas. O mapa abaixo resume as três situações que você vai encontrar.
Os melhores pontos para voar com responsabilidade
Na prática de aerocinematografia, os melhores pontos combinam boa luz, pouca gente no quadro e áreas fora das zonas mais restritas. Estes são os que mais rendem em Maragogi, sempre com a autorização em dia:
- Praia de Maragogi, cedo: antes do movimento, a faixa de areia e os coqueiros entregam o azul sem gente no quadro.
- Orla e casario da vila: o contraste do casario com o mar turquesa rende boas composições, respeitando a distância de pessoas.
- Rota Ecológica (São Miguel dos Milagres e Japaratinga): praias mais desertas a poucos quilômetros, ótimas para voo com pouca gente.
- Faixa de recife vista do alto: a linha de recifes desenhada no mar, capturada em altura e sem descer sobre a fauna.

Checklist antes de decolar
Antes de cada voo em Maragogi, rode esta lista rápida. Ela cobre as quatro camadas de regra e o cuidado específico do destino, e leva menos de um minuto.
- Drone cadastrado no SISANT (ANAC)
- SARPAS aprovado para o dia e local
- Consultar a tabela de maré da região
- Manter altura e distância dos banhistas e barcos
- Bateria, vento e rota conferidos
Perguntas frequentes
Pode voar drone em Maragogi?
Sim, voar drone em Maragogi é permitido, desde que com autorização SARPAS e respeito à APA Costa dos Corais. Não há proibição total, mas voo baixo sobre banhistas, barcos e recifes deve ser evitado por segurança e por respeito à fauna.
Precisa de autorização para voar drone na praia em Maragogi?
Sim. Desde 1 de julho de 2026, todo voo a céu aberto exige autorização SARPAS do DECEA, inclusive para drones abaixo de 250 g. O drone também precisa estar cadastrado no SISANT da ANAC.
Pode voar drone nas galés de Maragogi?
Pode sobrevoar em altura, mas há dois problemas: as galés ficam a cerca de 6 km da costa, o que dificulta manter o drone em linha de visada, e ficam cheias de catamarãs e turistas na maré baixa. A imagem mais segura costuma ser a da praia.
A APA Costa dos Corais proíbe drone?
Não. A APA Costa dos Corais é uma unidade de uso sustentável gerida pelo ICMBio e não proíbe o drone de forma geral, ao contrário de um parque nacional. Ela exige respeito à fauna marinha, aos recifes e aos banhistas.
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Qual a melhor hora para voar drone em Maragogi?
O começo da manhã, com a praia ainda vazia, entrega o azul do mar sem aglomeração no quadro e com luz suave. Para as piscinas, consulte a tabela de maré, mas lembre que na maré baixa elas ficam lotadas de barcos.
Pode voar drone na Rota Ecológica, em São Miguel dos Milagres?
Sim, com as mesmas regras: SARPAS aprovado, altura e distância de pessoas, e sem descer sobre a fauna e os recifes. As praias da Rota Ecológica costumam ser mais desertas que o centro de Maragogi.
Precisa estar em um barco para filmar as galés com drone?
Para sobrevoar as galés de perto e manter o drone em linha de visada, sim, seria preciso estar em uma embarcação, já que ficam a cerca de 6 km da costa. Isso torna a operação arriscada, por isso a praia aberta costuma ser a melhor escolha.
O que acontece se eu voar sem autorização?
Voar sem SARPAS ou sem cadastro configura infração de espaço aéreo, com multa prevista na regulamentação. Em unidade de conservação, perturbar a fauna soma uma infração ambiental à parte.
Vale a pena planejar antes
Maragogi recompensa quem voa com planejamento: o azul do Caribe brasileiro é imbatível visto de cima, e voar com SARPAS aprovado, longe dos banhistas e dos barcos, garante a imagem sem virar caso de fiscalização. As galés impressionam, mas a praia aberta costuma ser o quadro mais seguro e bonito. Se você quer entender de vez o espaço aéreo, o guia completo da ICA 100-40 reúne o que mudou em 2026. E para treinar para a avaliação teórica da ANAC, vale o simulado de drone.
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Veja também os 25 melhores destinos do Brasil para voar drone.
Fontes oficiais consultadas
- ICMBio, APA Costa dos Corais (unidade de conservação marinha federal de uso sustentável, de Paripueira/AL a Tamandaré/PE).
- DECEA, ICA 100-40 (SARPAS obrigatório para todo voo desde 1 de julho de 2026).
- ANAC, RBAC 100 (cadastro SISANT, 120 m de altura, 30 m de pessoas).
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