
Atualizado em 28/06/2026
Resposta rápida: São Paulo é uma das cidades mais difíceis do Brasil para voar drone — e é melhor saber disso antes de subir. A capital é cercada por três aeroportos que criam grandes FRZ (zonas de restrição): Congonhas (zona sul), Guarulhos (zona leste) e Campo de Marte (zona norte). Grande parte da cidade cai em alguma dessas zonas, onde voar exige SARPAS + Termo de Coordenação com o aeroporto. Além disso, os parques municipais (como o Ibirapuera) proíbem drone, e não se voa sobre multidões. Ou seja: dá para voar, mas o jogo é consultar o AISWEB/SARPAS ponto a ponto, escolher áreas abertas e afastadas dos aeroportos e tratar a autorização com antecedência.
Diferente de um destino de natureza, em São Paulo o desafio não é a paisagem — é o espaço aéreo. Quase todo lugar “óbvio” para captar a cidade está dentro de uma FRZ ou de um parque que proíbe drone. Este guia é honesto: mostra por que SP é complicada, como voar dentro da lei e onde você realmente tem chance.
💬 Da operaçãoEm São Paulo eu nunca decolo sem abrir o mapa do SARPAS antes. A cidade é uma colcha de retalhos de FRZ — o que parece liberado num quarteirão está restrito no seguinte. Planejar a autorização (e, quando preciso, o Termo de Coordenação) é o que separa o voo legal do voo que vira problema.
Por que São Paulo é tão restrita
Três aeroportos dentro e ao redor da cidade espalham FRZ por grandes regiões:
Por isso a regra aqui é diferente de uma praia ou de uma serra: em SP, presuma que você está numa FRZ até provar o contrário no mapa. Entenda o conceito em FRZ, EAC e ZAD: as zonas restritas.
Como voar legal em São Paulo
O caminho existe — é mais burocrático, mas funciona:

Se o seu ponto cai em FRZ, o documento que destrava o voo é o Termo de Coordenação — veja o passo a passo em como fazer o Termo de Coordenação, e a autorização em si em como pedir o SARPAS.
Onde NÃO dá para voar em SP
O Ibirapuera é o exemplo mais pedido — e é proibido, como a maioria dos parques urbanos. Entenda a lógica em voar drone em parque e praça pública e veja todas as áreas vedadas em onde é proibido voar drone.

Onde você tem chance de voar
Apesar da dificuldade, há aberturas. As melhores apostas são áreas amplas e afastadas dos três aeroportos — terrenos abertos, regiões periféricas e pontos altos fora de parque — sempre conferindo o mapa e com o SARPAS aprovado. Uma alternativa para quem voa por hobby é procurar um clube/campo de aeromodelismo reconhecido (EAC de recreação), onde o voo recreativo é dispensado de SARPAS dentro dos limites; entenda em onde dá para voar sem SARPAS.
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Perguntas frequentes
Pode voar drone em São Paulo capital?
Pode, mas é difícil. Grande parte da cidade está em FRZ por causa dos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Campo de Marte, onde o voo exige SARPAS e Termo de Coordenação. Os parques municipais proíbem drone, e não se voa sobre multidões. O caminho é consultar o AISWEB/SARPAS e escolher áreas abertas e afastadas.
Pode voar drone no Parque Ibirapuera?
Não. O Ibirapuera, como a maioria dos parques municipais de São Paulo, proíbe o uso de drone. Além da regra do parque, a região ainda pode estar sob FRZ. Para captar áreas verdes, procure locais permitidos e sempre com autorização.
Preciso de Termo de Coordenação para voar em SP?
Se o seu ponto de voo cai dentro de uma FRZ de aeroporto (o que é comum em SP), sim: o Termo de Coordenação com a administração do aeroporto é anexado ao pedido no SARPAS. Fora das FRZ, basta o SARPAS. Confirme sempre no AISWEB antes.
Onde dá para voar drone em São Paulo?
Nas áreas abertas e afastadas dos três aeroportos, fora de parques e sem multidão, com o SARPAS aprovado. Terrenos amplos e regiões mais periféricas são as melhores apostas. Para hobby, um campo de aeromodelismo reconhecido dispensa o SARPAS dentro dos limites.
Como sei se meu ponto está em uma FRZ?
Consultando o AISWEB (aisweb.decea.mil.br) ou a verificação de interseção no próprio mapa do SARPAS NG ao montar a solicitação. Ele mostra quais aeródromos e zonas a sua área de voo intercepta — em SP, vale checar quadra a quadra.
Conclusão
São Paulo recompensa o piloto paciente. A cidade é um quebra-cabeça de FRZ (Congonhas, Guarulhos, Campo de Marte) e de parques que proíbem drone, então o segredo é simples de dizer e trabalhoso de fazer: consultar o mapa antes, tratar o SARPAS (e o Termo de Coordenação) com antecedência e escolher áreas abertas e afastadas. Voar em SP dá trabalho — mas, feito do jeito certo, rende a selva de pedra como poucos conseguem mostrar.
Fontes e referências
- DECEA — ICA 100-40 (2026): FRZ, Termo de Coordenação (Art. 28) e SARPAS; consulta no AISWEB (aisweb.decea.mil.br)
- Aeroportos de Congonhas (SBSP), Guarulhos (SBGR) e Campo de Marte (SBMT) — zonas de restrição
- Prefeitura de São Paulo — regras de uso de parques municipais (proibição de drone)
- ANAC — cadastro SISANT e proibição de sobrevoo de aglomerações
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